Os motoristas, cobradores e fiscais de ônibus do Grande Recife decidiram encerrar a greve iniciada nesta segunda-feira, 28, depois de julgamento de dissídio coletivo pelo Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT), que concedeu os reajustes reivindicados. Na noite desta quarta-feira, 30, a justiça do Trabalho determinou o reajuste salarial de 10% e aumento do vale alimentação dos atuais R$ 171,00 para R$ 300,00 mensais.

O presidente do TRT, desembargador Ivanildo da Cunha, garantiu o retorno da normalidade do funcionamento do transporte público a partir da zero hora desta quinta-feira, 31.

Para o presidente do sindicato dos motoristas, Benílson Custódio, o resultado do julgamento foi uma vitória.

A categoria pedia 10% de reajuste e vale alimentação de R$ 320,00. Os empregadores propunham aumento linear de 5% – para salário e vale alimentação – chegando depois a 6,06%. O salário inicial do motorista é R$ 1.605,00 e o de cobrador R$ 738,00. O TRT não considerou a paralisação abusiva.

Nos três dias de greve, mais de 70 veículos foram depredados – janelas e para-brisas quebrados, pneus furados – de acordo com o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros no Grande Recife (Urbana). Um deles foi queimado, no primeiro dia, por passageiros revoltados.

Mais de dois milhões de pessoas foram afetadas no Grande Recife, que é servido por três mil veículos que cobrem 385 linhas, através de 18 empresas operadoras. Transtornos, atrasos, longas filas, empurra-empurra e muita dificuldade para se deslocar foi a rotina dos usuários do transporte público durante a paralisação.

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