Lindemberg Alves, de 22 anos, acusado pela morte da ex-namorada Eloá, de 15 anos, após mantê-la refém por mais de 100 horas em Santo André, no ABC paulista, disse a policiais, após a prisão, que Nayara voltou ao cativeiro a pedido de Eloá. “Foi a Eloá (quem pediu para a Nayara voltar). Ela falou assim que a amizade delas era grande”, afirmou o detento, em novas imagens divulgadas na terça-feira (21) pelo Jornal da Record. Questionado sobre a origem da arma, Alves disse que ?era emprestada?. Ele afirmou não sentir ciúmes dos reféns Victor e Iago. ?”Um eu conhecia e o outro eu tinha certeza que tinha namorada”.? Nesta quarta-feira, Alves sai do isolamento e passa ao convívio com os demais detentos da Penitenciária 2 de Tremembé, no Vale do Paraíba.

Segundo funcionários da unidade, o rapaz chegou deprimido e sem ferimentos ao presídio, na noite de segunda-feira (20). Advogada de defesa, Ana Lúcia Assad, disse, no entanto, que ele apanhou no momento da prisão e depois. “As câmeras de TV mostraram ele apanhando. Também apanhou atrás das câmeras”, disse. Nas imagens da Rede Record, Alves aparece com o rosto inchado e pequeno corte na boca.

O presídio em que está tem dois pavilhões. No 1, ficam os presos sem curso superior completo. O outro é reservado aos detentos com diploma universitário. Alves vai ficar na ala dos irmãos Daniel e Christian Cravinhos, condenados, respectivamente, a 39 e 38 anos pela morte dos pais de Suzane von Richthofen, em 2002. No pavilhão, também está Mateus da Costa Meira, condenado a 120 anos. Meira era estudante de Medicina, mas não concluiu o curso. Em 3 de novembro de 1999, ele invadiu um cinema, matou três pessoas e feriu quatro com tiros de metralhadora.

No pavilhão 2, estão delegados das Polícias Civil e Federal, juízes e advogados acusados de envolvimento com organizações criminosas. Lá está confinado Alexandre Nardoni, acusado de matar a filha Isabella, de 5 anos, em 29 de março.

Imagens

A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) ouviu ontem Alves, em Tremembé, sobre as imagens exibidas pelo Jornal da Record. O rapaz disse que, “pelo que se lembra”, a gravação foi feita no 6º Distrito Policial de Santo André. Segundo a SAP, assim que entrou no CDP de Pinheiros, ele teve a cabeça raspada e vestiu uniforme de presidiário. O 6º DP vai pedir cópias da gravação e enviá-las à Corregedoria da Polícia Civil. Agentes da Pastoral Carcerária vão tentar visitá-lo para saber se ele apanhou mesmo de policiais militares do Gate. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.