O presidente da Kroton Educacional, Rodrigo Galindo, acredita que não haverá uma redução ainda maior na oferta de vagas no programa de financiamento estudantil do governo, o Fies. A jornalistas em São Paulo, o executivo considerou que a expectativa é de manutenção em 2016 de número de vagas novas no mesmo patamar de 2015, entre 300 e 350 mil.

Para Galindo, a oferta assumiu um “patamar mínimo”. “Nossa avaliação é de que não deve aumentar a oferta enquanto o cenário econômico não melhorar, mas não vemos risco de redução ainda maior”, declarou.

O executivo voltou a afirmar que o setor está em conversas com o Ministério da Educação para reduzir os problemas operacionais que dificultaram o preenchimento de todas as vagas oferecidas no Fies no segundo semestre deste ano.

Galindo considerou que houve regras que fizeram com que alunos que poderiam ter se classificado para o Fies não conseguissem se matricular em vagas remanescentes. Ele mencionou, por exemplo, o fato de que alunos se candidatavam a cursos específicos sem poder escolher uma segunda opção.

O presidente da Kroton descartou que tenha havido um problema de falta de alunos capazes de atender os novos requisitos do Fies de nota mínima no Exame Nacional do Ensino Médio e limite de renda. “No limite, se as regras para preencher essas vagas (com mobilidade entre diferentes cursos do grupo) fossem flexibilizadas, estou certo de que teríamos preenchido todas as vagas. A Kroton ocupou no Fies, neste segundo semestre, apenas 40% do total de vagas autorizadas.

Inadimplência

A Kroton informou ainda que está vendo uma manutenção da inadimplência em patamares adequados, apesar da deterioração no ambiente econômico e das mudanças no Fies. Segundo o vice-presidente financeiro da companhia, Frederico Abreu, a Provisão para Devedores Duvidosos (PDD) se mantém estável por conta da melhoria na recuperação de recebíveis em atraso, apesar de ter aumentado o porcentual de alunos que não estão pagando em dia.

Pela frente, o executivo afirma que a companhia esta trabalhando para melhorar a cobrança. Com isso, diz, espera conseguir manter a PDD sob controle mesmo com uma pressão maior na inadimplência, por conta da alta do desemprego.