Brasília – Com a aprovação, na madrugada desta sexta-feira (14), da prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) pela comissão especial da Câmara, o governo se mobiliza agora para que a Casa aprove a proposta em primeiro turno na próxima semana. O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), já marcou para a próxima semana oito sessões deliberativas para desobstruir a pauta e votar a CPMF.

Chinaglia está enviando telegramas para todos os deputados, chamando-os para as sessões de terça, quarta e quinta-feira (18, 19 e 20). Na quarta, haverá sessões à tarde e à noite e, quarta e quinta, de manhã, à tarde e à noite. A pauta da Câmara está trancada por quatro medidas provisórias e, com isso, nenhuma outra matéria pode ser votada antes delas.

O líder do governo, José Múcio (PTB-PE), informou que os aliados do governo trabalham para votar o primeiro turno da CPMF já na quarta-feira (19). Ele informou que está telefonando para os deputados da base aliada para que estejam na Câmara a partir de segunda-feira. O líder quer garantir o quórum mínimo de 51 deputados na sessão de segunda para a contagem de prazo (interstício de duas sessões entre a votação da CPMF na comissão e a votação no plenário).

"Vamos fazer plantão a partir de terça-feira e só vamos sair do plenário quando aprovarmos a CPMF", disse José Múcio. Ele está convocando os deputados, porque muitas vezes não há o quórum mínimo para as sessões de segunda e sexta-feira, que servem para contagem de prazo. A sessão desta sexta-feira, por exemplo, que serviria para contar prazo para o início da votação da CPMF, não ocorreu por falta de quórum. Dos 513 deputados, apenas 17 estiveram presentes na Câmara. Eram necessários pelo menos 51 para que a sessão fosse realizada.