A urgência para a formação de novos controladores de vôo levou a Aeronáutica a apressar a instalação do Laboratório de Simulação do Controle de Tráfego Aéreo, em São José dos Campos, São Paulo. Em vez de construir um novo prédio, como previsto, foram adaptadas as instalações de um edifício do Comando Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA). Com o laboratório, serão formados 400 controladores por ano até o fim de 2009. Atualmente há 2.100 controladores civis e militares nos aeroportos do País.

"De 2003 para cá nós aumentamos o número de controladores formados por ano, mas vimos que era insuficiente. A aviação cresceu muito nos últimos cinco anos. O planejamento (de criação do laboratório) já existia e foi acelerado pela necessidade de formação de novos controladores. Ganhamos tempo não fazendo um prédio próprio", afirmou o comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), brigadeiro Juniti Saito, durante visita às novas instalações. A Aeronáutica investiu R$ 13 milhões no laboratório.

Segundo Saito, a formação de 400 controladores por ano resolverá "em matéria de número" o problema dos controladores. Depois de enfrentar rebeliões dos profissionais, provocadas para denunciar más condições de trabalho, o comandante da Aeronáutica disse que os profissionais sempre terão poder de mobilização, mas que deverão agir com responsabilidade. "A gente não usa o poder para tumultuar o ambiente", afirmou.

Desmilitarização

Saito deixou claro que é contra a desmilitarização do setor aéreo, com a retirada da Aeronáutica do controle da aviação civil. "Não sou eu que vou dizer o modelo, é uma questão do governo, do Congresso. Mas o sistema é integrado. (Alterar o atual sistema) custaria tempo e dinheiro", disse.