Não tem operação tapa-buracos que dê conta de acompanhar o ritmo de surgimento de tantas crateras, fendas, falhas e rachaduras nas ruas da capital quando chove. Depois de um dia como ontem, com água caindo durante quase 24 horas, apareceram, segundo as estimativas da Prefeitura, de 1.500 a 2 mil buracos, espalhados por 15 mil quilômetros de vias. Operando no máximo da capacidade a Prefeitura conseguiu fechar, em média, 1.257 buracos por dia, de 1º a 26 de janeiro. Por essa conta, ?sobraram? pelo menos 350 novas armadilhas para os motoristas. Para fechá-las, é preciso tempo bom.

O secretário de Coordenação de Subprefeituras, Andrea Matarazzo, garante que o serviço ?nunca foi tão ágil?. ?Trabalhamos com o máximo de nossa capacidade nas ruas?, diz. ?Mas é muito importante que, além dos agentes da Prefeitura, a população também nos avise quando surgir um novo local.? Há um ?exército? de 930 homens – 30 em cada uma das 31 subprefeituras – responsáveis apenas por tapar buracos. Matarazzo destaca ainda que os trabalhos de recapeamento da atual gestão, que recuperaram o asfalto de 750 km de vias, evitam o surgimento de cerca de 350 buracos por dia.