Foto: Agência Luz/ABr
Inicialmente, acreditava-se que o piloto, ao perceber a impossibilidade de frear, teria tentado levantar vôo novamente, mas acabou batendo no prédio da TAM Express.

Informações preliminares da caixa preta do Airbus A320 da TAM que se acidentou na terça-feira em Congonhas, São Paulo, indicam que o piloto do avião não tentou arremeter, ou seja, decolar de novo, ao perceber que não conseguiria frear nos limites da pista principal do aeroporto de Congonhas. Pelas informações decodificadas até agora, o trajeto do avião indica uma linha reta até o momento do acidente. Inicialmente, acreditava-se que o piloto, ao perceber a impossibilidade de frear, teria tentado levantar vôo novamente, mas acabou batendo no prédio da TAM Express, na Avenida Washington Luiz.

A análise dos dados da caixa preta está sendo feita nos laboratórios do National Transportation Safety Board, em Washington, e é acompanhada por oficiais da Aeronáutica que viajaram para os Estados Unidos. Dois deputados da CPI do Apagão Aéreo na Câmara, Marco Maia (PT-RS) e Efraim Filho (DEM-PB), também estão em Washington para acompanhar os trabalhos. Desde sexta-feira, são analisadas as informações técnicas do vôo JJ 3054, entre Porto Alegre e São Paulo.

Uma segunda caixa preta, com os diálogos entre os pilotos, começa a ser analisada hoje. "O trabalho de análise dos dados está sendo feito rapidamente e com muita determinação", elogiou o deputado Marco Maia, relator da CPI. Os oficiais da Aeronáutica, segundo o deputado, não descartam a hipótese de que as condições da pista principal de Congonhas tenham sido um fator que contribuiu para o acidente. "Não há ainda elementos para dizer que houve exclusivamente falha mecânica ou exclusivamente falha humana. Com isso, a hipótese de a pista ser um fator contribuinte para o acidente continua em análise", afirmou Maia.