Brasília – Representantes dos ministérios da Educação (MEC) e das Relações Exteriores (MRE) estão no Haiti para conhecer o sistema educacional do país. O objetivo da visita é identificar áreas da educação superior e profissional nas quais a cooperação brasileira pode avançar.

De acordo com o assessor Internacional do MEC, Alessandro Candeas, o mercado de trabalho do Haiti precisa de profissionais qualificados e o sistema educacional não atende a todos com a mesma eficiência. ?Eles têm grande interesse no nosso sistema de profissionalizante. Principalmente nas áreas de energia, mecânica, turismo, fabricação de couro, construção civil e agricultura?, disse.

A representante técnica da Agência Brasileira de Cooperação (ABC/MRE) no Haiti, Patrícia Canuto, acredita que os projetos de cooperação do Brasil devem ser implantados no início do ano que vem. ?Temos que analisar a demanda da população, estudar o que é prioridade e ver quais projetos já existem. Assim podemos dar apoio e aumentar a capacitação profissional desse país?, conta.

Assim que o grupo chegar ao Brasil hoje (13), um relatório contendo as necessidades do Haiti será elaborado e encaminhado aos ministros da Educação, Fernando Haddad, e das Relações Exteriores, Celso Amorim.

Além do envio de soldados para conter a violência, a Missão Brasileira no Haiti tem desenvolvido projetos para ajudar a população do país. Um balanço feito pela agência mostra que cerca US$ 1,3 milhão já foi investido em projetos de cooperação.

Em 2005 e 2006, o governo brasileiro participou do programa do Banco Mundial de merenda escolar para o Brasil. Segundo a Agência Brasileira de Cooperação, o governo federal investiu US$ 300 mil na ajuda a 15 mil crianças de escolas públicas e privadas com alimentação adequada. Na próxima semana, o reitor da Universidade do Estado do Haiti vai visitar os centros técnicos do Brasil para conhecer o sistema de educação profissional e tecnológico.