Nova York – O Brasil já seria capaz de produzir até seis ogivas nucleares por ano. A informação vem publicada na edição desta semana da revista norte-americana Science, uma das mais prestigiadas do setor científico. Intitulado “O quebra-cabeça nuclear brasileiro”, o artigo foi escrito por Liz Palmer e Gary Milhollin, do Projeto Wisconsin de Controle de Armas Nucleares. Segundo a revista, ao enriquecer urânio a 5%, a usina já terá realizado mais da metade do trabalho necessário para o enriquecimento em níveis mais elevados, exigidos para a fabricação de armas nucleares. Até 2014, com o aumento previsto na capacidade de produção, o país poderia fabricar até 63 ogivas por ano. Além disso, o verdadeiro motivo para o país evitar a inspeção internacional na usina de Resende, no Rio, é esconder a origem das centrífugas, com tecnologia copiada da Alemanha. A Comissão Nacional de Energia Nuclear informou, ontem, que vai encaminhar uma nota à revista, repudiando o artigo.