Brasília

– No Exército brasileiro, comando é o que não falta. Prova disso está nos números. A quantidade de generais em relação à tropa é uma das maiores do mundo. Supera até a dos exércitos dos Estados Unidos, do Reino Unido e de Israel, as três forças mais empregadas hoje em conflitos armados em todo planeta. Os generais brasileiros, que ganham soldo quase treze vezes superior ao de um soldado, estão até em chefias de setores administrativos. Atualmente, são 151, para um efetivo de 190 mil militares.

A proporção no Brasil é de um general para cada grupo de 1.258 militares. O Exército dos Estados Unidos, por exemplo, tem 352 generais. O número é superior ao da força brasileira, mas a tropa americana, em contrapartida, é duas vezes e meia maior: são mais de 500 mil homens e mulheres na ativa. Na média, um general dos EUA representa 1.420 militares de patentes mais baixas, desde soldados até coronéis.

Ou seja, proporcionalmente, o Brasil tem mais generais do que os Estados Unidos, a principal potência bélica do mundo. O Exército britânico, que tem combatido nos principais conflitos mundiais como aliado das forças americanas, é outro que o Brasil supera no número de generais em relação à tropa. Para uma força terrestre de 103.700 homens, são 61 oficiais-generais. Na média, um general britânico comanda 1.700 militares.

Em Israel, mais um exemplo. Apesar da prontidão permanente por causa dos constantes confrontos com os palestinos, o Exército israelense tem apenas 21 generais para uma tropa do mesmo tamanho da brasileira – 190 mil militares. São 9.047 homens por general. No Japão, a média é de um general para cada grupo de 1.315 homens da Força de Autodefesa Terrestre, como é chamado o Exército do país. A França segue na linha oposta e chega a ter mais generais que o Brasil, proporcionalmente. No Exército francês há 740 militares por general.