O Brasil emitiu US$ 500,3 milhões em títulos de dívida externa com vencimento em 2037 (Global 2037), na operação de troca que envolveu papéis com vencimento nos anos de 2020, 2024, 2027 e 2030. Segundo o Tesouro Nacional, a diferença do juro pago pelos títulos foi de dois pontos porcentuais sobre o título do Tesouro americano (Treasury 2031). O Global 2037 vai pagar um cupom semestral de juros de 7,125% ao ano. Segundo o Tesouro, após a operação de troca o estoque de títulos Global 2037 será de aproximadamente US$ 2 bilhões.

O Tesouro Nacional pagará em dinheiro aos investidores US$ 253,5 milhões. Essa é a diferença entre o preço de troca dos títulos antigos aceitos na operação e o preço de reabertura do Global 2037. Os investidores receberão ainda em moeda o valor igual aos juros decorridos (até o dia anterior da liquidação) dos títulos antigos aceitos na troca, menos os juros decorridos até o dia anterior ao da liquidação do Global 2037 emitido nesta operação. O dinheiro será pago na data da liquidação prevista para o próximo 16 de agosto. Os recursos sairão das reservas internacionais brasileiras.

Dessa vez, o Tesouro não divulgou a taxa de retorno do investidor (yield) da operação de troca por Global 2037. Segundo os dados do Tesouro, na primeira operação de emissão do Global 2037, em janeiro deste ano, o governo emitiu US$ 1 bilhão, com spread de 2,95 pontos porcentuais. Na segunda operação, em março passado, foram emitidos US$ 500 milhões, com spread de 2 pontos porcentuais.

O Global 2030 foi o título que teve maior troca na operação dos papéis da dívida externa concluída ontem pelo Tesouro Nacional. Do total de US$ 500,3 milhões, US$ 335,8 milhões foram do Global 2030. O Tesouro trocou ainda US$ 48,6 milhões do Global 2027, US$ 8,7 milhões do Global 2020, US$ 44,3 milhões do Global 2024 e US$ 62,9 milhões do Global 2024-B.