Dois bolivianos, um homem e uma mulher, leram, há pouco, a carta do líder político Evo Morales, desculpando-se por sua ausência no 3.° Fórum Social Mundial, de Porto Alegre. Ele participaria da conferência que tenta responder como enfrentar o imperialismo, que se realiza, neste momento, no ginásio Gigantinho.

Morales denunciou que trabalhadores estão morrendo por lutar pelos recursos naturais bolivianos. Nove deles morreram assassinados pelo exército desde o dia 13 de janeiro, quando os trabalhadores passaram a bloquear as estradas em forma de protesto. Outros onze trabalhadores aposentados morreram, num acidente provocado, segundo Morales, durante uma manifestação. Além disso, várias pessoas tem sido torturadas. As estradas bolivianas estão ocupadas por 100 mil homens do exército, e centros de saúde foram transformados em quartéis.