O preço do gás natural vendido pela Bolívia para o Brasil terá um reajuste de 11,34% a partir de julho. O aumento, que ocorre trimestralmente, está previsto no contrato firmado com os bolivianos no início de fornecimento ao Brasil pelo gasoduto que liga os dois países. O índice é calculado com base na variação do preço de uma cesta de óleos combustíveis. O novo valor, de US$ 3,93 por milhões de BTUs (unidade térmica britânica), vai vigorar durante os meses de julho, agosto e setembro.

Segundo fontes do governo brasileiro, o reajuste é automático, ou seja, não passa por uma negociação envolvendo a Petrobras. Atualmente, a estatal brasileira está preocupada com outro aumento. O governo boliviano decidiu mudar o contrato e reajustar o patamar do preço do gás vendido ao Brasil, além de editar, em 1 de maio, o decreto de nacionalização das reservas de gás.

A partir da publicação do decreto, as empresas estrangeiras que exploram petróleo e gás na Bolívia têm um prazo de seis meses para se adequarem às novas regras. Um processo de negociação entre a Petrobras e a estatal boliviana Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) foi iniciado. No entanto, até o momento a empresa brasileira não recebeu qualquer comunicado a respeito das bases sobre as quais a YPFB quer negociar.

Apesar da complexidade da negociação, o governo boliviano assegurou que não há risco de interrupção no abastecimento de gás natural para o Brasil. Existe grande dependência do produto no país, principalmente no setor industrial. O Brasil, atualmente, importa da Bolívia metade do gás natural que consome. As informações são do site RMT on line.