Técnicos da Secretaria da Agricultura iniciaram nesta terça-feira (21), no interior do Estado, o inquérito soroepidemiológico nas propriedades localizadas em áreas inicialmente consideradas de risco de febre aftosa. O vice-governador e secretário da Agricultura, Orlando Pessuti, lembrou que a atividade é exigida pela Organização Internacional de Saúde Animal (OIE). ?É uma das condições para que o Paraná possa reconquistar o status de zona livre da doença com vacinação?, informou Pessuti.

O trabalho, que envolve 50 técnicos do Departamento de Fiscalização (Defis), da Secretaria, visa demonstrar a ausência do vírus da febre aftosa na área que compreende um raio de 10 quilômetros das propriedades consideradas de risco pelo Ministério da Agricultura.

Em todo o Paraná, 885 propriedades encontram-se nessa situação. Entre elas, 631 foram sorteadas para sorologia. São 187 no município de Maringá, 187 em Grandes Rios, 120 propriedades em Amaporã, 71 em Bela Vista do Paraíso e 66 no município de Loanda.

Nestas propriedades, sorteadas pelo Ministério, é feita a coleta de sangue em animais que se encontram na faixa etária entre seis e 24 meses. Dependendo do tamanho do rebanho em cada propriedade sorteada, são coletadas de 15 a 60 amostras de sangue.

O soro retirado do material é enviado ao Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro), onde é submetido às provas de ELISA 3ABC e de EITB. Após a conclusão dos exames, os animais serão liberados para a vacinação e a livre comercialização.

Documento

Atualmente, as propriedades localizadas nas áreas de risco estão condicionadas ao cumprimento da Instrução Normativa nº 9, do Ministério da Agricultura, publicada na quarta-feira (15).

O novo documento, que substituiu a Instrução Normativa nº 3, regulamenta a movimentação de animais e produtos no Paraná e em Mato Grosso do Sul. Além disso, permite o livre trânsito de animais e produtos, que estão fora da área de risco, e condiciona a saída de animais susceptíveis à febre aftosa da área de risco mediante a realização daqueles exames laboratoriais.

Segundo o diretor do Defis, Felisberto Baptista, a Instrução Normativa nº 3 permitia a saída de animais da área de risco somente para o abate dentro do Estado e desde que não fosse para exportação.

?Agora, a nova Instrução também permite a saída de animais para cria, engorda e reprodução dentro do Estado, desde que sejam submetidos a exames laboratoriais. Além disso, os animais deverão ficar de quarentena na propriedade de destino. Ou seja, vão ficar sob observação durante 14 dias?, afirmou. Baptista ainda lembrou que, sendo desossada e maturada, a carne desses animais poderão ser comercializada em todo o Brasil.