Depois de sucessivas quedas nas expectativas de inflação do ano, consultores de mercado e analistas de instituições financeiras consultados pelo Banco Central na última sexta-feira mantiveram a previsão de 4,55% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano. Ou seja, ligeiramente acima da meta oficial de 4,50%.

A parada nas reduções gradativas da perspectiva de inflação deve-se à elevação das previsões do IPCA deste mês, de 0,34%, na semana passada, para 0,40% agora, no mesmo patamar da inflação de fevereiro. A projeção para abril foi mantida em 0,35%, mas a estimativa para os próximos 12 meses cai de 4,42% para 4,37%.

De acordo com a pesquisa do BC que originou o boletim Focus, divulgado hoje (20), as previsões de mercado são de alta para o reajuste acumulado dos preços administrados por contrato ou monitorados (combustíveis, energia elétrica, telefonia, transporte público, água, educação, medicamento e outros). A estimativa anterior, de 4,35%, aumentou para 4,50%.

Os demais medidores de inflação, que fazem parte da pesquisa semanal do BC, estão em queda. O Índice de Preços ao Consumidor, da Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (IPC-Fipe), desce de 4,29% para 4,27%; o Índice Geral de Preços ? Disponibilidade Interna (IGP-DI) cai de 4,08% para 3,95%; e o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) cede de 4,26% para 4%.

O IPCA acompanha a variação de preços de produtos e serviços consumidos por famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos em nove regiões metropolitanas, além das cidades de Goiânia e Brasília. O índice é usado como a referência oficial do governo federal para a meta de inflação, estabelecida pelo Banco Central.