A antiga Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) volta ao cenário político-eleitoral como o carro-chefe do plano de desenvolvimento da região Nordeste do candidato tucano à Presidência da República, Geraldo Alckmin. A Sudene foi desativada em 2001 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), no rastro de denúncias de corrupção e desvio de recursos, e relançada – no papel – em julho de 2003 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o nome de Adene (Agência de Desenvolvimento do Nordeste). De acordo com o site oficial do candidato, o plano intitulado "Novo Nordeste" será lançado amanhã, no Recife.

Na concepção de Alckmin, a Sudene – idealizada em 1959 pelo economista Celso Furtado – será recriada como uma grande agência de fomento do Nordeste. Ele destaca, no entanto, que o órgão estabelecerá metas a serem cumpridas nas áreas social e econômica. Tucanos e pefelistas alegam que é preocupante o fato de o Nordeste manter um crescimento menor do que a média brasileira e, por isso, defendem a recriação da Sudene.

Além da recriação da Sudene, o "Novo Nordeste" contemplará também medidas para os municípios do norte de Minas Gerais. O projeto inclui ações estratégicas para as áreas da segurança pública, saúde, educação, infra-estrutura e agricultura, entre outras. A questão hídrica também será um dos destaques do plano, sobretudo na região do semi-árido. O projeto prevê a revitalização das águas do Rio São Francisco, com investimentos em tratamento de esgoto e recuperação de sua hidrovia, conforme o site.