O governador reeleito de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), recomendou nesta terça-feira (21) que o governo federal adote as medidas de gestão para enfrentar o déficit da Previdência apresentadas pelo consultor Vicente Falconi, do Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG). A proposta, que mostraria ser possível reduzir as despesas previdenciárias em R$ 50 bilhões no prazo de três a quatro anos, foi ironizada ontem pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. O ministro disse que se as medidas de gestão forem tão eficazes, "será a descoberta da América".

"Em relação à experiência que o governo federal busca ter com o professor Falconi, o que eu posso dizer apenas é que a tenha", disse Aécio, cujo primeiro mandato contou com a assessoria do INDG no processo de reequilíbrio das contas do Estado. De acordo com o governador mineiro, não são as medidas sugeridas que definirão as ações de governo. "Mas é uma ação complementar do ponto de vista de processos extremamente interessantes que obviamente têm de ser adaptados à realidade de cada máquina pública.

O estudo do INDG foi apresentado na semana passada. Falconi foi levado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo empresário Jorge Gerdau Johannpeter, cotado para fazer parte do novo ministério. Aécio disse que vê com satisfação o interesse de Lula por um processo de gestão mais eficiente, mas observou que o presidente terá de enfrentar resistências.

"Há, pelo menos por parte do presidente da República, o interesse em colocar métodos, em garantir uma gestão mais eficiente na máquina pública. Não sei se ele conseguirá enfrentar algumas resistências que certamente surgem, mas em Minas isso ocorreu em harmonia com o servidor público e os resultados são positivos em especial para os próprios servidores públicos", afirmou.