Filho de dois ícones da arte da representação no País – Fernanda Montenegro e Fernando Torres -, irmão de Fernanda Torres, Cláudio Torres seguiu a tradição familiar no show biz, mas preferiu instalar-se por trás das câmera, como diretor. Depois de “Redentor”, que o levou ao Festival de Berlim, e de “A Mulher Invisível”, seu maior sucesso de público – “o único”, ele corrige -, Cláudio tenta agora emplacar outra comédia no gosto popular.

Estreia hoje “O Homem do Futuro”, com Wagner Moura como cientista maluco – “um Professor Pardal brasileiro”, segundo o ator – que viaja no tempo para tentar resolver um erro que cometeu 20 anos antes. Não exatamente na contramão de “Cilada.com”, de José Alvarenga Jr., o fenômeno brasileiro de bilheteria do ano, “O Homem do Futuro” é mais uma comédia a disputar o público com os blockbusters estrangeiros.

Brasileiro ama comédia – desde os bons velhos tempos da Atlântida. “O Homem do Futuro” segue a vertente romântica, mais do que safada, de “A Mulher Invisível”. O diretor conta que seu novo filme nasceu de uma cena do anterior, em que o Selton Mello fala com ele mesmo. Torres escreveu e dirigiu a cena, mas foi somente depois, na tela, que teve o estalo. “Me veio a pergunta – o que eu diria para mim mesmo, 20 anos atrás?”

Wagner Moura aposenta o Capitão Nascimento – ele está filmando em Hollywood com Neil Blomkamp, diretor de “Distrito 9” – e faz cientista atrapalhado que ganhou o apelido de ‘Zero’ por um incidente ocorrido 20 anos atrás. Apaixonado por Alinne Moraes, o herói foi publicamente humilhado por ela e pelo namorado Gabriel Braga Nunes, que vem de outro vilão, na novela “Insensato Coração”. Zero, ou Wagner, tem agora a chance de viajar no tempo, voltar àquele fatídico dia e mudar tudo. Quando muda, e desenha para si um outro futuro, ele descobre que não era isso, exatamente, o que queria. E viaja de novo, para tentar passar um recado ao jovem apaixonado que foi. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Homem do Futuro – Direção: Cláudio Torres. Gênero: Comédia (Brasil/ 2011, 106 minutos). Censura: 10 anos.