“O Coro”, do brasileiro Werner Schuman, dá início, na noite de hoje, ao 21.º Cine Ceará, que adotou, faz alguns anos, o formato ibero-americano em sua mostra competitiva de longas-metragens. Serão nove filmes em concurso, sendo três nacionais. Além do paranaense “O Coro”, concorrem aos troféus Mucuripe “Mãe e Filha”, de Petrus Cariry, e “Homens com Cheiro de Flor”, de Joe Pimentel, ambos do Ceará.

De outros países vêm “Assalto no Cinema”, de Iria Gomez (México), “Bicicleta, Maçã, Colher”, de Carles Bosch (Espanha), “Boleto ao Paraíso”, de Gerardo Chijona (Cuba), “Língua Materna”, de Liliana Paolinelli (Argentina), “Pássaros de Papel”, de Emilio Aragón (Espanha) e “Todos Teus Mortos”, de Carlos Moreno (Colômbia). Nove longas-metragens, de seis países diferentes, e todos inéditos no Brasil. Uma boa colheita. Concorrem também 12 curtas-metragens, estes todos brasileiros, a maioria inédita, mas alguns deles já com passagem por outros festivais.

Para completar a programação do festival cearense, há mais dois longas-metragens, ambos fora de concurso. No encerramento, dia 15, será exibido “Na Quadrada das Águas Perdidas”, de Wagner Miranda e Marcos Carvalho, com Matheus Nachtergaele no elenco. O outro hors concours é assinado pelo próprio diretor do festival, Wolney Oliveira: trata-se de “Os Últimos Cangaceiros” que, de acordo com o cineasta, é o primeiro documentário em longa-metragem feito sobre o cangaço. Wolney entrevista remanescentes das lutas entre cangaceiros e volantes, gente que conheceu Lampião e Maria Bonita, Corisco e Dadá.

O festival, um dos mais importantes do calendário nacional, traz como diferencial em relação a seus pares o recorte ibero-americano, “exibindo filmes que talvez não tivessem vez no circuito comercial brasileiro”, como lembra Wolney Oliveira. A mostra procura se pautar pela busca da qualidade estética dos concorrentes, embora leve em conta o gosto do público na seleção.

Nesta edição, o Cine Ceará, depois de permanecer por muitos anos no Cine São Luiz, no centro de Fortaleza, vai mudar de casa. As sessões serão no histórico Theatro José de Alencar, que costuma ser palco de ópera e música erudita, mas que, durante uma semana, estará adaptado para receber o charme do cinema. Outra novidade é que parte da programação será repetida na cidade de Juazeiro do Norte, que comemora cem anos de emancipação política. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.