Ao ver as inúmeras cenas de ação, o espectador poderá até pensar que a Sessão da Tarde mudou de horário. Flor do Caribe, próxima novelas das 18h da Globo, prevista para estrear em março, terá sequências em caças da Força Aérea, corrida de buggy em dunas da praia “com emoção’ e desabamento em minas de extração de minerais, todas gravadas em locações para dar mais veracidade ao texto de Walther Negrão.

“É uma história de amor com aventura. Era fundamental que os cenários fossem verdadeiros. O desafio é fazer uma novela com tom de realidade”, avalia o diretor Jayme Monjardim, que comandou cenas rodadas a 200 metros de profundidade em uma mina de tungstênio em Currais Novos (RN). “Jamais conseguiria reproduzir em estúdio.”

Nas gravações abaixo da superfície, durante sete dias, havia 120 profissionais envolvidos. “É uma estratégia complicada. Todos tinham de usar máscaras lá embaixo. Metade do dia foi só para descer o equipamento. Naquela semana, não fizeram nenhuma explosão, pois a mina estava à nossa disposição. Era complicado e eu não sou mais um menino, já vou fazer 57”, diverte-se Monjardim, que este ano deve lançar também o filme O Tempo e o Vento.

História

A trama gira em torno de Cassiano (Henri Castelli), um piloto da cidade fictícia de Vila dos Ventos, que pretende se casar com Ester (Grazi Massafera), amiga na infância. Ele, porém, tem o sonho interrompido por Alberto (Igor Rickli), presidente de uma empresa de mineração.

O milionário arma uma cilada para que Cassiano entregue uma suposta carga de diamantes em um país do Caribe, que não é identificado. “Ele leva pedras falsas e é mantido como refém trabalhando para o Dom Rafael (César Troncoso)”, conta Henri Castelli. Após virar piloto do contrabandista, o mocinho começa a dar expediente em uma mina, de onde leva sete anos para fugir e voltar ao Brasil.