Se hoje vivemos a era das tops e übbermodels, em que modelos ganham salários milionários e são tão importantes para a moda quanto grandes estilistas, muito se deve a John Casablancas. Foi esse filho de espanhóis, nascido em Nova York e crescido entre o México e a Suíça, que ajudou a criar o que hoje chamamos de supermodelos. O manager fundou a lendária Elite Models em 1972 e, desde então, a moda nunca mais foi a mesma.

Levou a Elite para vários países e, sob seu olhar sempre atento, tops como Gisele Bündchen, Cindy Crawford, Heidi Klum, Claudia Schiffer, Alessandra Ambrósio, Linda Evangelista e Naomi Campbell ganharam o mundo. Além disso, trabalhou com atrizes como Kirsten Dunst, Cameron Diaz e Uma Thurman.

No sábado, 20, esse universo perdeu seu idealizador. Casablancas, de 70 anos, que há tempos enfrentava um câncer, morreu pela manhã em casa, no Rio, rodeado por familiares. Ele já havia sido internado duas vezes no hospital Samaritano, no Rio, em abril e maio, para se tratar da doença. “Amigo verdadeiro e uma inspiração. Eu te amo, John Casablancas”, declarou a top Ana Beatriz Barros em sua conta no Twitter. “Acordei com uma triste noticia. Perdi um grande amigo, uma pessoa que mudou a minha vida e inventou a carreira que hoje chamamos de modelo”, comentou Luciana Gimenez, também via Twitter.

Muito mais que simples modelos, Casablancas transformou garotas de todo o mundo em personalidades tão célebres que se tornaram capazes de ser protagonistas do universo fashion. Figura polêmica, admitiu publicamente que guardava mágoa da maior das tops, a brasileira Gisele Bündchen, por ela ter deixado a Elite assim que sua carreira internacional começou a deslanchar – sobre o assunto, ele afirmou que não a descobriu, mas sim o potencial que ela tinha, ainda na adolescência, e a ajudou a desenvolvê-lo.

Sempre polêmico, de opiniões fortes e um autodeclarado hedonista que soube fazer de seus prazeres e vícios uma fonte de trabalho e carreira sólida, ele escreveu sua biografia, Vida Modelo, e a publicou em 2008.

No livro, aborda a relação com Bündchen, diversas outras histórias do universo fashion e afirma que não se deve levar a moda, meio que considera hipócrita, muito a sério.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.