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‘Divertics’ estreia neste domingo na Globo

Em vez de frequentar cenários luxuosos com móveis assinados por designers renomados, o elenco de Divertics, programa de esquetes de humor e números musicais que estreia na Globo no domingo, 8, às 14h50, vai trabalhar dentro de contêineres. Três estruturas com 5 metros de largura e 2 de profundidade se movimentam pelo estúdio e têm as portas abertas diante um palco de onde fica a plateia.

“A ideia era ser uma fábrica de esquetes, por isso temos o contêiner. Tem uma coisa de eles (atores) serem operários em um teatro”, explica Cláudio Torres Gonzaga, redator final do programa. Ele teve o estalo ao passar pela Linha Vermelha, via expressa carioca de onde é possível ver pilhas de contêineres que chegam pelo porto.

Na atração, a cada quadro surge uma caixa com um pequeno cenário montado com atores que entram em ação assim que a luz acende. No meio do palco, há um móvel telão de LED que exibe a imagem de outros contêineres e outras projeções que a cena em questão pede. De cada lado, há outras caixas de metal empilhadas por onde acontecem performances de parkour, modalidade de saltos sobre mobiliário urbano.

Ao fundo, há três torres metálicas sobre rodas que podem simular outros fundos. “Já foi prédio, castelo e igreja. Como há muitos esquetes, não dá para fazer cenários caretinhas, eles são insinuados”, disse à reportagem a cenógrafa Eliane Heringer, que elaborou o projeto em parceria com o colega José Claudio Ferreira e o diretor Jorge Fernando.

O humorista, que dirige e atua na atração, foi o responsável por convencer a alta cúpula da emissora a executar o projeto, montado em um estúdio de 999 m² próximo ao Projac, centro de produção de entretenimento da Globo. “Se fosse lá, nós precisaríamos montar e desmontar a estrutura por causa dos outros programas. O custo triplicaria”, conta Jorge Fernando que, no dia da apresentação do Divertics aos jornalistas, chegou por cima da plateia, em um contêiner suspenso.

Até agora, não houve nenhum acidente com os atores que descem da caixa suspensa. “Eles (produção) sempre testam antes de gravar. Esse contêiner tem uma estrutura metálica revestida com isopor”, justifica Eliane. Em vez de encomendar novas peças para o humorístico, a cenógrafa garimpa objetos que já estão no acervo da emissora. “Às vezes, só tenho dois dias para produzir”, revela.

Nos esquetes que exigem cenários mais sofisticados, produtores e roteiristas chegam a um consenso para deixar a cena mais viável e apostam na imaginação do telespectador. “Já fizemos um mar com um lençol branco. As ideias malucas incentivam a criatividade”, defende Cláudio Torres Gonzaga.

Em tempos de humor politicamente correto na TV, o Divertics terá cenas mais escrachadas. “Hoje, tem a chatice de pensar se a gente vai ofender alguém. Aí, não ofende, mas não vai ficar engraçado”, alega Gonzaga, que escalou atores com trabalhos lembrados pela ousadia, como Luiz Fernando Guimarães, que já esteve à frente da TV Pirata, nas décadas de 1980 e 1990, e Rafael Infante, do Porta dos Fundos. Jorge Fernando avisa que as piadas não são pensadas para um público específico. “É um programa para a família, em que você tem várias leituras. Você não é obrigado a gargalhar”, sentencia.

O REPÓRTER VIAJOU A CONVITE DA TV GLOBO

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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