Walter Alves / O Estado do Paraná
William entra hoje como
titular no meio de campo.

Grande “azarão” da rodada, o Paraná Clube recorre à mística do futebol para encarar de frente o Santos, às 18h, na Vila Belmiro. Os números são altamente desfavoráveis, mas o Tricolor entra em campo disposto a “quebrar a banca de apostas”, que o coloca como a maior “zebra” nesta largada de returno do Brasileirão. Não bastasse a marcante diferença técnica, os clubes também vivem momentos distintos. De um lado, o Peixe, líder da competição. Do outro, o penúltimo colocado e clube há mais tempo sem conhecer vitória.

Mais do que isso. O Paraná vem de cinco derrotas consecutivas, igualando seu recorde negativo de 1998, quando também conviveu com o “fantasma do rebaixamento”. Naquele ano, a seqüência de derrotas ocorreu sob o comando de dois treinadores: Otacílio Gonçalves (2) e Márcio Araújo (3). Desta vez, a carga recai exclusivamente sobre Gilson Kleina, que esteve a pique de ser demitido, mas “sobreviveu” à crise. O treinador pediu reforços e a diretoria se convenceu da fragilidade de um grupo formado sem muito critério e que ainda não conseguiu mostrar identidade.

Em visível desespero, os dirigentes “foram às compras”, mas sem dinheiro para competir em um mercado restrito e de poucas opções de qualidade. O resultado imediato foi a chegada do volante Messias, que está acima do peso e só será registrado se vencer a “luta contra a balança”. Ontem pela manhã foi confirmada a volta do lateral-direito Eto, que esteve no clube durante o Paranaense, mas pouco jogou devido à uma pubalgia. Recuperado, estava treinando no Criciúma e chega na segunda-feira para suprir uma carência quase que crônica, pois nem Cláudio, nem Alex Silva conseguiram se firmar.

No jogo desta noite, que coloca frente a frente o melhor ataque (o Santos já fez 51 gols) e a pior defesa (o Paraná sofreu 42) da competição, o técnico Gilson Kleina mantém o esquema tático, mas com alguns ajustes. Wiliam entra no meio-de-campo e, assim, Fernando será recuado à condição de segundo-volante. O objetivo é melhorar a qualidade do passe na saída de bola. Beto retorna ao time após cumprir suspensão e entra na vaga de Axel, suspenso. A outra alteração ocorre na lateral-direita, onde Cláudio reaparece entre os titulares.

Santos vai estrear Antônio Carlos

José Rodrigues

Santos (AE) – O Santos passa hoje a ter um novo xerife dentro da área: o experiente Antônio Carlos, 35 anos, vestirá pela primeira vez a camisa do clube, na partida contra o Paraná Clube. Com isso, o treinador pretende melhorar a marcação de seu time, na tentativa de zerar os gols sofridos e que foram muitos até aqui: 36 em 23 jogos.

Mas não é só com a troca de jogadores que Luxemburgo pretende resolver o problema defensivo. Ele está trabalhando o grupo em outra direção desde sexta-feira, buscando os pontos positivos para neutralizar uma eventual baixa no astral da equipe. Aos jornalistas, ele comentou que “a defesa está sendo muito questionada, mas é preciso ver que avançamos muito no trabalho, pois estamos com apenas quatro jogadores que iniciaram a temporada e estamos liderando a competição”.

Preocupação

O técnico Vanderlei Luxemburgo está atento à nova fase do Brasileiro e a ordem é não perder mais pontos. Ele cita o fato de o São Paulo disputar treze jogos em casa e dez fora neste segundo turno, o que, em sua opinião, dá uma vantagem ao adversário direto na luta pelo título. “Eles estão com média de 78% de aproveitamento dos pontos em casa, enquanto estamos com 72%. Então, o São Paulo leva uma certa vantagem e nós temos de equilibrar isso aí.”

CAMPEONATO BRASILEIRO
24ª RODADA

SANTOS x PARANÁ CLUBE

SANTOS: Tápia; Paulo César, Antônio Carlos, Domingos e Léo; Bóvio, Fabinho, Ricardinho e Elano; Robinho e Deivid. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

PARANÁ: Flávio; Cláudio, Fernando Lombardi, João Paulo e Edinho; Beto, Fernando, Wiliam e Cristian; Canindé e Sinval. Técnico: Gilson Kleina.

SÚMULA
Local
: Vila Belmiro (Santos).
Horário: 18h.
Árbitro: Edilson Soares da Silva (RJ).
Assistentes: João Luís Ribeiro Magalhães (RJ) e Marco Venício Barros Sá Freire (RJ).