Foto: Walter Alves/Tribuna
Presidente Miranda acredita que a Vila será decisiva na campanha da Libertadores.

Num ano marcado por conquistas dentro de campo, o Paraná Clube obteve uma tremenda vitória fora das quatro linhas. A volta à Vila Capanema foi o gol de placa da diretoria paranista. Um sonho que virou realidade no dia 20 de setembro, quase um ano após o lançamento do projeto ?Vila, tá na hora!?. Entre ajustes no projeto e ligeiro atraso nas obras, o Tricolor reinaugurou o Estádio Durival Britto numa noite de quarta-feira, em jogo diante do Fortaleza.

Com 64 camarotes, o clube conseguiu bancar boa parte da obra. Inicialmente orçada em R$ 1,5 milhão, a ampliação do estádio teve custo final de R$ 3,1 milhões. ?Modificamos pontos importantes, como a criação da nova fachada do estádio, na curva norte. Oito novos camarotes foram construídos e além disso surgiram problemas estruturais que precisaram ser solucionados?, lembrou o vice de marketing, Waldomiro Gayer Neto, um dos idealizadores do projeto, ao lado de Márcio Villela, que permitiu ao Paraná voltar para seu ?reduto?.

Com capacidade inicialmente estimada para 16.700 torcedores, a ?nova? Vila passou por recente recontagem do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar de Curitiba. O estádio foi considerado apto a receber públicos de até 20.083 torcedores. É com esse número que o Paraná conta para disputar os jogos da Libertadores em seu estádio. Toda a documentação foi protocolada na Conmebol e uma comissão de vistoria da entidade virá a Curitiba na próxima semana para avaliar o Durival Britto.

?Fizemos um grande esforço e acredito que nos cercamos de toda a documentação possível. Estamos fazendo alguns ajustes, como a reforma do vestiário principal, e creio que a comissão, chefiada pelo Hildo Nejar, apenas referendará o nosso estádio?, disse o presidente José Carlos de Miranda. O dirigente admitiu que além do tempo escasso – o primeiro jogo em casa, na Libertadores, está marcado para o dia 7 de fevereiro – pesou a falta de dinheiro para dar início à segunda etapa das obras de ampliação da Vila.

O Paraná ainda deve cerca de R$ 340 mil da obra já executada. A construção da Curva Sul, na Rua Engenheiros Rebouças, teria custo estimado de R$ 1,2 milhão. ?Parece pouco, mas no momento não dispomos desse valor?, frisou Miranda. Além disso, pelo projeto existente, a construção deste novo setor demandaria em um recuo do campo de jogo, em aproximadamente dez metros. ?É algo a se pensar, pois mexeríamos na simetria do estádio?, lembrou o presidente paranista. ?Talvez, a solução seja a construção de um tobogã, nos moldes do Pacaembu. Mas, isso é assunto para o futuro.?

Com o aval da Conmebol para realizar jogos na Vila Capanema, o Paraná atende com relativa folga as suas necessidades imediatas.

O estádio passou por todos os testes ao longo dos sete jogos que sediou no Brasileiro, sendo que contra Inter e São Paulo, com ?casa cheia?.

?A iluminação é boa, a drenagem ótima. É um estádio aconchegante e que será o nosso ?alçapão? nesta Libertadores?, finalizou ziranda, otimista.

Caio indica Cristiano pro Palmeiras

Nem mesmo o risco de perder o atacante Cristiano tira a tranqüilidade da diretoria paranista. ?Se isso se confirmar, temos outro atacante já em fase de conversação?, assegurou o vice de futebol José Domingos. Informações vindas de São Paulo dão conta que o ex-técnico do Paraná, Caio Júnior, indicou o jogador do J. Malucelli ao Palmeiras. O Verdão já levou Edmilson e Pierre, também a pedido do treinador.

Cristiano foi contratado pelo Tricolor no início do Brasileiro. Uma aposta de Caio Júnior, que o havia visto em ação no Paranaense, vestindo a camisa do clube de São José dos Pinhais. No final – diante da queda de Maicosuel – o atacante ganhou a posição e fechou o ano como o artilheiro da equipe na competição, com onze gols. Com muita aplicação e disciplina tática, Cristiano conquistou seu espaço.

No caso da transferência do atleta para o Palestra Itália – a definição cabe ao J. Malucelli – o Paraná receberia 20% do valor da transação. ?Nós não fomos informados de nada. Não sei se é real ou só boato. Mas, por precaução, já conversamos com outro atleta desta posição?, disse José Domingos. O vice de futebol, mesmo assegurando que até o momento o Paraná ainda não fechou nenhuma transação, diz que está tudo encaminhado para que na próxima semana os reforços comecem a chegar.

?Alguns nomes já são de conhecimento público – como os de Daniel Marques e Aderaldo – outros, estamos mantendo em sigilo?, disse Domingos. ?Mas, está tudo muito bem encaminhado e já a partir do dia 3 de janeiro vamos ter um grupo competitivo à disposição do Zetti?, finalizou o dirigente.

O clube ainda busca ao menos um meia-armador e um centroavante.