Foto: Valquir Aureliano

Festa do Paraná Clube na Vila. Era o começo da passagem à próxima etapa.

O resultado pouco importava, o que valia era, que, na hora em que o jogo terminasse, o Paraná Clube ocupasse a segunda posição do grupo 5 da Copa Libertadores da América e conseguisse a classificação para as oitavas-de-final.

E isso aconteceu – e, melhor, com uma vitória sobre o Unión Maracaibo por 2×1, na noite de ontem, na Vila Capanema. Garantido, o Tricolor entra na história da principal competição interclubes do continente e marca 2007 como um ano inesquecível para o clube.

Zetti prometeu e o time cumpriu – o Paraná saiu com tudo para cima dos venezuelanos, contando com a excelência de Dinelson, o jogador mais técnico do futebol paranaense.

E ele foi decisivo nos gols do primeiro tempo: ao lançar Egídio, que teve calma e categoria para driblar Mea Vitali e abrir o placar aos sete minutos; e ao cobrar a falta que Beto concluiu aos 14?.

E não só Dinelson brilhou, todo o time esteve bem. Para exemplificar, basta dizer que o Tricolor teve sete chances reais de gol (três com Josiel e quatro com Gérson) além dos que converteu. Mas houve uma terceira festa na Vila – foi quando o alto-falante do estádio, ?pilotado? pelo diretor Luís Carlos Casagrande, anunciou o gol do Flamengo sobre o Real Potosi.

O domínio era tão amplo que Flávio não tocou na bola a não ser em um (isso mesmo, um) tiro de meta. A única oportunidade do Unión Maracaibo na primeira etapa foi um gol anulado de Arismendi. De resto, o jogo só rolou no campo ofensivo dos donos da casa.

Com o resultado garantido, o Paraná deu-se ao luxo de diminuir o ritmo no segundo tempo. E diminuiu até demais, porque o Maracaibo chegou a pressionar, marcando o ?gol de honra? aos 24 minutos, com um petardo de Machado. Mesmo assim, a segunda etapa foi mera formalidade, uma grande contagem regressiva para a festa da classificação. E ela demorou a vir, pois o jogo do Maracanã tinha sete minutos de diferença para o da Vila.

O importante, entretanto, era o final da rodada, o desfecho tão sonhado pelos jogadores, pela diretoria e pela torcida -os mais de 7 mil paranistas que foram ao estádio (público pequeno pela importância do jogo). O Tricolor, com uma dose de sofrimento, garantiu sua vaga nas oitavas-de-final da Copa Libertadores da América.

Resta esperar as partidas que restam para o final da fase de grupos da Libertadores. A tendência é que o Tricolor não fique entre os melhores segundos colocados – a torcida tem que ser contra Toluca, Caracas, Vélez, Tolima e Grêmio. Caso fique no final da tabela, é provável o confronto contra Santos ou Flamengo no primeiro ?mata-mata? da temporada para o Paraná Clube.

COPA LIBERTADORES DA AMÉRICA
2ª FASE – ÚLTIMA RODADA
Súmula
Local: Durival Britto
Árbitro:
Juan Pablo Pompei (ARG)
Assistentes: Saúl Laverni (ARG) e Roberto Reta (ARG)
Gols: Egídio 7 e Beto 14 do 1º; Machado 24 do 2º
Cartões amarelos: Rafael Mea Vitali, Cásseres (MAR)
Renda: R$ 107.955,00
Público: 7.372 (6.550 pagantes)

PARANÁ CLUBE 2×1 UNIÓN MARACAIBO

PARANÁ
Flávio; Alex, Daniel Marques, Neguete e Egídio; Xaves, Beto, Gérson e Dinelson (Goiano); Vinícius Pacheco (Joelson) e Josiel (Lima). Técnico: Zetti

MARACAIBO
Sanhouse; Rodriguez, Bovaglio (Vallenilla) e Rafael Mea Vitali; Machado, Fernandez, Urdaneta, Beraza e Díaz; Rentería (Cásseres) e Arismendi (Ballesteros). Técnico: Jorge Pellicer

Sem tempo pra comemorar

Os jogadores festejaram com serenidade a classificação do Paraná Clube para as oitavas-de-final da Copa Libertadores da América. Era a mistura de alívio com alegria que fazia a turma tricolor manter a calma – sem contar que nem havia tempo para comemorar, pois hoje começa a preparação da equipe para o clássico de domingo, às 18h, contra o Atlético, na volta da semifinal do Campeonato Paranaense.

O bom primeiro tempo foi lembrado pelos paranistas. ?Fizemos uma ótima primeira etapa, conseguimos buscar o resultado que tanto precisávamos?, ressaltou Dinelson, que foi mais uma vez o destaque tricolor. ?A nossa intenção era buscar a classificação, esse era o nosso objetivo e foi o que alcançamos?, completou o capitão Beto.

Mas os atletas reconheceram que havia a necessidade de buscar a melhora nas finalizações (o time perdeu várias chances claras) e evitar a queda de rendimento do segundo tempo. ?Quero treinar para melhorar nas conclusões?, resumiu Gérson. ?Isso acontece, mas tem que servir de lição para nós. Não podemos repetir na próxima fase algumas coisas que fizemos?, alertou o zagueiro Daniel Marques. Para o futuro, não se faz projeções. ?Não vamos ficar pensando em escolher adversários. No momento em que chegamos a essa fase, temos que encarar quem vier?, garantiu Neguete.

Clássico

Para a partida de domingo contra o Atlético, o técnico Zetti não poderá contar com o meia Gérson, que vai cumprir suspensão automática. ?Domingo será o meu dia de torcer?, disse o armador. ?Não vamos comemorar muito a classificação na Libertadores, porque temos um jogo muito importante no final de semana?, finalizou Dinelson.