A bola agora está com a CBF e a FPF. O Paraná Clube se manteve irredutível em sua postura e, diante da negativa quanto à liberação da Vila Capanema para o Atlético, as entidades terão que buscar uma nova alternativa para os jogos do Rubro-Negro na Série B do Brasileiro. A Vila Olímpica do Boqueirão segue como uma possível opção, mas a tendência é que os atleticanos façam seus primeiros jogos pela competição nacional fora de Curitiba.

O presidente do Paraná Clube, Rubens Bohlen, esteve ontem reunido com o diretor de competições da CBF, Virgílio Elísio. Ao lado do vice Paulo César Silva, mostrou os motivos que inviabilizam o aluguel da Vila Capanema para o Atlético. O acúmulo de jogos do próprio Tricolor, pela Segundona Paranaense e pela Série B, já torna preocupante a condição do gramado do Durival Britto. Com jogos do Rubro-Negro, o quadro tonar-se-ia, na visão dos paranistas, caótico. “Desde o início temos dito que para o Brasileiro não seria possível um acerto. Demos inclusive uma opção para o pessoal do Atlético, que seria o Érton Coelho Queiroz”, lembrou Bohlen.

Coincidência ou não, o presidente da comissão de vistoria da FPF, Reginaldo Cordeiro, agendou para hoje uma “visita” à Vila Olímpica do Boqueirão. “Não se trata de uma vistoria oficial, não”, apressa-se em afirmar o vice da Federação, Amilton Stival. Até porque, o Érton Coelho Queiroz não teria condições de ser utilizado de imediato. Além de não possuir catracas, sistema de monitoramento e outros detalhes que precisariam ser acertados no entorno da praça esportiva, pesa o fato do estádio não possuir sistema de iluminação artificial. Ainda mais para jogos da Série B, que tem muitas partidas programadas para o período noturno. A expectativa é que ainda hoje a CBF remarque os jogos do Atlético.