Foto: Valquir Aureliano/O Estado

Maicosuel segue no ataque tricolor e Gérson será opção de banco.

O Paraná Clube faz neste domingo, às 16h, o mais difícil jogo da nova ?era? da Vila Capanema. A previsão é do técnico Caio Júnior, que não abre mão da forte marcação diante do Goiás. Aposta no eqüilíbrio tático de seu time para segurar o artilheiro do Brasileiro e dar mais um passo decisivo na busca de sua qualificação para a Libertadores da América. Uma cautela justificável e que contrasta com a empolgação da torcida, que segue na contagem regressiva: faltam cinco vitórias para o Tricolor ?carimbar? seu passaporte.

Os 12.200 convites disponíveis para a troca – um tablete de chocolate valia um ingresso – se esgotaram rapidamente. Restam menos de 1.500 ingressos de sociais (cadeira, R$ 40,00, e arquibancada, R$ 30,00), o que dá a certeza de ?casa cheia?. A mobilização é reflexo de uma campanha marcada pela regularidade. O Paraná venceu os quatro últimos jogos que disputou pelo segundo turno do Brasileiro – sofreu uma derrota no meio deste percurso,  no jogo atrasado frente ao Internacional – e abriu uma vantagem de cinco pontos sobre seus mais diretos concorrentes.

Independente do resultado de domingo, o time de Caio Júnior mantém, na pior das hipóteses, a 5.ª colocação.

Mas o objetivo dos paranistas é ir além. Uma vitória sobre o Goiás, aliada a tropeços de Santos, Grêmio e Inter, pode valer a vice-liderança do Brasileiro, posição que o clube não atinge desde o primeiro turno. ?Para isso, é fundamental a concentração, o equilíbrio defensivo?, frisou o treinador, que usou como exemplo um jogo do Goiás. ?Eles encaixaram um contragolpe no último minuto e venceram o São Caetano.

É um erro que não podemos cometer?, afirmou Caio.

Se não houver imprevistos, o Paraná entra em campo, domingo, com a mesma formação utilizada na última jornada e que participou de boa parte do coletivo de ontem.

Na teoria, um 3-6-1, onde Sandro e Maicosuel têm a missão de evitar que Cristiano fique muito isolado à frente. ?Na maioria dos jogos atuamos desta forma. É uma estratégia segura?, lembrou Maicosuel. Recentemente, Caio Júnior adotou um esquema teoricamente mais ofensivo, com a saída de um dos zagueiros.

Porém, mesmo vencendo a Ponte Preta, em alguns momentos o time se expôs aos contragolpes. A preocupação de Caio Júnior está não apenas na presença do artilheiro do campeonato, Souza (15 gols). Para superar o time de Geninho, sabe que é indispensável uma marcação eficaz sobre o ala Jadílson, que funciona como uma ?válvula de escape? para a equipe goiana. ?Eles têm um bom poder de marcação, com três zagueiros que quase não avançam. É preciso paciência para superar um adversário com esse comportamento?, finalizou Caio Júnior.

Hora de poupar energias do time

A comissão técnica aliviou a carga de treinamentos ao longo da semana, numa visível preocupação com o desgaste de alguns jogadores. Atento a tudo, Caio Júnior direciona os treinos em função da condição física dos atletas. Eltinho e Cristiano, destaques da equipe nos últimos jogos, por exemplo, participaram somente da metade inicial do coletivo. ?Todo cuidado é pouco. Caminhamos para a reta final da competição e quero chegar no dia 3 de dezembro com o time inteiro?, avisou o treinador.

Com as saídas de Eltinho e Cristiano, entraram na equipe o meia Joelson e o atacante Henrique. Trocas que determinaram o deslocamento de Batista para a ala-esquerda. Caio Júnior até pretendia testar uma variação tática mais ofensiva, mas desistiu da idéia devido a escassez de opções. Além dos jogadores poupados – e alguns lesionados, como os volantes Beto e Serginho – ele não tinha, ontem, quatro jogadores (Carlinhos, João Paulo, Da Silva e Jeff) que atuaram pelo time B.

A mesma preocupação da comissão técnica se estende ao atacante Leonardo.

Ele participou de 35 minutos do treino e somente hoje o treinador define se relacionará o atleta parao jogo ou não. ?Confesso que seu desempenho nesse coletivo me impressionou. Mesmo sem estar na sua plenitude física, é um jogador diferenciado. Só não quero acelerar o processo e correr riscos desnecessários?, analisou o técnico tricolor. Leonardo pode até ficar no banco de reservas, já que pela avaliação do preparador físico Marcos Walczak o atacante teria fôlego para apenas um tempo de jogo.