Foto: Valquir Aureliano/Tribuna

Edmilson é o melhor zagueiro
do Brasileirão até o momento.

Com um aproveitamento de 57,14%, o Paraná Clube está a um ponto da zona de classificação à Libertadores. O bom momento do time reflete diretamente na projeção de vários de seus atletas. Após quatorze jogos – mais de um terço da competição – o Tricolor lidera a Bola de Prata da revista Placar, a mais tradicional premiação do futebol brasileiro.

O lateral-direito Angelo, o zagueiro Edmilson e o atacante Leonardo estão na ?seleção? do Brasileirão.

Além desse trio, o goleiro Flávio e o meia Maicosuel também estão bem posicionados. ?É conseqüência do bom futebol do time. Se o coletivo vai bem, o grupo é forte, o destaque individual ocorre ao natural?, disse Angelo. ?Estou feliz por este momento, mas com os pés no chão. Não conquistamos nada ainda?, frisou. Angelo tem média 5,95, em dez participações, sete delas como titular da camisa 2. ?Tem muito campeonato pela frente e não podemos perder a concentração.?

Leonardo foi pego de surpresa com a informação de que divide com Soares (Figueirense) o ataque da Bola de Prata. ?Fico feliz, mas tem muita bola para rolar. É legal ver dois jogadores de equipes teoricamente medianas formando o ataque da seleção?, comentou.

A média de Leonardo (6,17) é a terceira melhor de todo o campeonato, atrás apenas de Wagner (Cruzeiro), 6,31, e Soares, 6,20, o que o coloca na briga também pela Bola de Ouro, troféu dado ao melhor jogador do Brasileirão.

Edmilson também ficou orgulhoso ao saber de sua nota (6,06), a melhor entre os zagueiros dos 20 clubes da Série A. ?É a prova da nossa regularidade?, lembrou. ?O mais importante é o coletivo. Isso não vamos deixar nunca de frisar. Espero seguir nesse mesmo ritmo para quem sabe ter o gostinho de ganhar um prêmio individual.? Com oito participações, o zagueiro reconhece que só conseguiu bom rendimento após a intertemporada, durante a Copa do Mundo. ?Todo o time evoluiu. Os números mostram isso?, completou.

A atual seleção da Bola de Prata está assim formada: Cássio (Vasco); Angelo (Paraná), Índio (Inter), Edmilson (Paraná) e Jorge Wagner (Inter); Maldonado (Santos), Mineiro (São Paulo), Wagner (Cruzeiro) e Juliano (Fluminense); Soares (Figueirense) e Leonardo (Paraná). Até hoje, nenhum atleta do Paraná Clube – nem mesmo de Pinheiros e Colorado – recebeu o troféu, que começou a ser entregue em 1970.

Sandro quer distância das lesões no restante do ano

?Só espero ter mais sorte daqui pra frente?, diz Sandro, confirmado no time para o jogo de domingo, às 16h, frente ao Vasco, no Pinheirão. O meia-atacante espera não mais conviver com lesões nessa temporada. Só no Brasileiro, foram duas torções de tornozelo, o que impediu o técnico Caio Júnior de escalar o trio de ataque ideal.

?Acho que fiz um bom jogo contra o Palmeiras. Foi bom para que eu recuperasse a confiança?, afirmou. Sandro entrou no time no intervalo – na vaga do volante Serginho -, aumentando o ?poder de fogo? do Tricolor. Sofreu o pênalti que deu início à reação e teve movimentação elogiada pelo treinador. ?O time ganha com o Sandro, que tem entrosamento natural com o Maicosuel e o Leonardo e um bom arremate de média distância?, disse Caio Júnior.

Nesse Brasileiro, Sandro participou apenas de oito jogos e ainda não marcou gols. ?Espero melhorar essa média. Jogador de frente tem que estar sempre fazendo gols?, afirmou o meia. Para essa partida, Caio Júnior pretende utilizar Sandro e Maicosuel no setor de articulação, abrindo espaços pelos lados do campo. Assim, Leonardo jogará sozinho mais à frente. Ao menos na teoria, já que pela característica ofensiva dos jogadores, o Paraná está sempre presente na área adversária, atacando com cinco ou seis jogadores.

No treino tático de ontem à tarde, no campo da Siemens, Caio trabalhou intensamente o posicionamento da defesa e do ataque. O objetivo foi criar situações de contragolpe. Além de priorizar o toque de bola e a inversão de jogadas, testou a zaga em jogadas onde três defensores ficavam ?de mano? contra quatro atacantes adversários. Praticamente uma simulação do que ocorreu no terceiro gol do Palmeiras, no último sábado, quando o Paraná errou no posicionamento e permitiu a contra carga fulminante do adversário.

O ataque também trabalhou situações parecidas, visando uma evolução da troca de passes para tornar o time ainda mais contundente. Com 27 gols, o Paraná segue tendo o melhor ataque do Brasileiro. Angelo, com 5 gols, e Leonardo, Cristiano e Émerson, com 4 cada, são os principais artilheiros do Tricolor. O time, ao que tudo indica, terá uma postura agressiva para o jogo do próximo domingo, acreditando no apoio maciço de seu torcedor.