A ausência do meio-campista Branquinho, vetado por dores na panturrilha, é o fator que impediu o Atlético de colher uma vitória contra o Vasco, na quarta-feira. A avaliação é do técnico Sérgio Soares, que lamentou não contar com o jogador, com quem ele trabalhou no Santo André, na campanha que levou o time ao vice-campeonato paulista no primeiro semestre.

“O Branco é um jogador que tem qualidade, que tira um jogador da frente. Num jogo truncado, a qualidade individual, sem dúvida nenhuma, faz falta. E o Branco fez falta nisso”, admitiu o treinador.

O ex-clube de Soares perdeu o título justamente para o Santos, equipe que o Furacão enfrenta amanhã, na Vila Belmiro, em confronto direto pela disputa dos primeiros lugares. O time da Baixada Santista é o 7.º colocado, com 42 pontos, um a menos que o Rubro-Negro.

No Atlético, assim como a defesa, o meio-campo tem sido destaque no Furacão. Para o jogo de amanhã, a dúvida é justamente em um dos setores mais produtivos do time.

Banquinho deve voltar, mas Paulo Baier ainda não foi garantido entre os titulares. A decisão sobre a participação do capitão deve ser tomada em conjunto entre ele e o treinador.

“Se houver necessidade, o Paulo será poupado. Ele correu muito e com jogo de três em três dias tem que ver como ele evolui. O Paulo tem mais idade, sua recuperação é mais lenta e se não tiver condições será poupado”, informou Soares, ao final do jogo com o Vasco.

Levados em consideração os gols marcados pelo Furacão no returno, a ausência de Baier pode ser um complicador para o time. O capitão é especialista em bolas paradas e, dos 8 gols marcados nesta fase final do Brasileiro, 5 foram desta forma, o que corresponde a 62,5% dos tentos anotados.

Mas há um atenuante nesta história. Todos estes gols foram feitos em partidas na Baixada. Como visitante, os gols desta fase final do Brasileiro foram marcados através  de contra-ataques.