Liderada pelo capitão Samuel Eto’o, o elenco da seleção camaronesa boicotou o voo da para o Brasil, porque o grupo não chegou a um acordo com a federação do país quanto ao prêmio a ser pago por disputar a Copa do Mundo. Segundo informações do site camaronês Camfoot.com, os jogadores deveriam ter deixado a capital Yaoundé às 9 horas (horário local) deste domingo para desembarcar no Rio e pegar conexão para Vitória.

Uma das exigências é que parte do dinheiro seja depositado antes da viagem. O jornal francês L’Equipe informa que, do montante que a federação de Camarões receberá da Fifa para disputar a competição, 6% seria repassado ao elenco após participação na primeira fase, 20% em caso de classificação para a semifinal, 30% para as quartas, 40% para a semifinal e 50% para a final.

Polêmicas semelhantes haviam acontecido entre jogadores camaroneses e a federação do país antes das Copas de 2002 e 2010. O elenco já havia ameaçado greve no fim de maio, mas aparentemente se chegou a um acordo pelo valor do prêmio. Após derrota por 2 a 1 para o Paraguai em 29 de maio, em Kufstein, e empate por 2 a 2 com a Alemanha no dia 1, em Mönchengladbach, a delegação voltou ao país para enfrentar e vencer a Moldávia por 1 a 0, no sábado, em Yaoundé.

Foi divulgado que o capitão e estrela do time, Samuel Eto’o, foi poupado contra a Moldávia, mas nem ele e nem seus companheiros estiveram presentes em cerimônia com o primeiro-ministro Philémon Yang em frente a uma multidão de torcedores. O treinador alemão Volke Finke compareceu para representar o grupo e tremulou a bandeira de Camarões cedida a ele pelo chefe de Estado.

Se decidir viajar ao Brasil, a seleção africana estreia no Mundial na sexta-feira contra o México, na Arena das Dunas, em Natal, e cinco dias depois enfrenta a Croácia na Arena Amazônia, em Manaus. Os camaroneses fecham participação na primeira fase contra o Brasil, no Estádio Mané Garrincha, no dia 23, em Brasília.