O ex-jogador Paul Gascoigne afirmou que esteve à beira da morte quando chegou a estar em coma nos Estados Unidos, onde realizava tratamento contra a dependência de álcool. O inglês, de 45 anos, voltou à Grã-Bretanha no último sábado, um mês depois de ser internado na unidade de terapia intensiva de um hospital em Phoenix após uma recaída em sua luta contra o alcoolismo.

Gascoigne, que brilhou pela seleção inglesa na Copa do Mundo de 1990, explicou que precisou do tratamento de emergência depois que seu pulmões e o coração pararam de funcionar. Ele garantiu mais uma vez que não vai beber novamente. “Os médicos passaram suas carreiras tratando de alcoólatras e disseram que o meu caso foi o pior que já tinham visto”, disse. “Três médicos aplicaram injeções em mim para me manter vivo”, acrescentou.

Com passagens de sucesso por Lazio e Tottenham, Gascoigne é considerado um dos jogadores mais talentosos e amados do futebol inglês, mas também teve a sua carreira marcada pelos problemas com o álcool. “Três médicos não acharam que eu ia sobreviver”, disse Gascoigne ao jornal inglês The Sun, que está financiando parte dos custos do seu tratamento. “Eu estava morto há duas semanas”.

Gascoigne disse que ficou sóbrio por 17 meses antes de voltar a beber em 2012. Preocupados com a situação do ex-jogador, amigos decidiram levá-lo para fazer tratamento no início deste ano nos Estados Unidos. Agora, ele prometeu que não terá uma nova recaída.

“Eu não posso continuar pedindo desculpas para as pessoas por decepcioná-las novamente. Eu vou provar para as pessoas que vai ser diferente desta vez”, disse. “Eu deveria estar morto, mas eu estou aqui, eu tenho outra chance e vou aproveitá-la”.