O presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, confirmou nesta sexta-feira que o clube não tinha outra saída senão vender o atacante Barcos ao Grêmio, conforme havia revelado o jornal O Estado de S. Paulo na quarta-feira. De acordo com ele, a outra opção seria perder o argentino sem receber nada em troca, ainda neste mês.

“O nosso jurídico nos disse que nossa situação com o Barcos era precária e que iríamos perdê-lo de forma gratuita. O Palmeiras deu aumento em dezembro com data retroativa a outubro e isso permitia que o jogador saísse do clube”, explicou Paulo Nobre em Itu, onde o Palmeiras treina antes do clássico de domingo contra o Corinthians.

Apesar do aumento retroativo, a diferença referente a outubro e novembro não foi paga. Assim, a dívida atingiu R$ 1,5 milhão. Por isso, o argentino poderia entrar na Justiça e deixar o clube de graça, já que estava sem receber havia mais de três meses.

A atual diretoria tentou, desde que assumiu, acertar a situação, mas não conseguiu convencer o atacante a ficar no clube. Acuado, Nobre teve de ceder e aceitar a saída de Barcos para o Grêmio – que desde o ano passado tentava levá-lo, mas o ex-presidente, Arnaldo Tirone, impedia.

De acordo com Nobre, Barcos não desrespeitou o clube e foi sempre profissional. “É importante saber que o Barcos teve uma atitude 100% com o Palmeiras. Foi sério e respeitou a instituição. O jogador manifestou claramente que queria sair do clube. Ele tem um sonho de jogar a Copa do Mundo e o técnico da seleção (argentina) foi claro que se ele jogasse na Série B não teria como convocá-lo”, contou Nobre.

O presidente liberou o atacante mesmo sem ter certeza de qual seria a contrapartida gremista. Mas com qualquer jogador ou valor que fosse recebido no negócio, o clube já sairia ganhando, pois Barcos tinha tudo para ir para o Sul sem que o Palmeiras recebesse alguma coisa.

No clube, é consenso que o elenco não é forte o suficiente para brigar pelo título da Libertadores mesmo se ficasse com Barcos. Assim, a intenção é concentrar as forças na disputa do Paulista e da Copa do Brasil. O objetivo da diretoria é conquistar o bicampeonato da Copa do Brasil e subir para a Série A. Dessa maneira o clube conseguirá, em seu centenário, estar na elite nacional e jogar a Libertadores.

“O Grêmio necessitava do barcos e o Palmeiras precisava montar um elenco”, ressaltou Paulo Nobre que já recebeu, em troca, o zagueiro Vilson, o volante Léo Gago, o meia Rondinelly e o atacante Leandro. O também atacante Marcelo Moreno é outro que pode chegar.