Revoltado com o desempenho do árbitro Jean Pierre Gonçalves Lima na derrota do Paraná Clube por 1×0 diante do Sport, o presidente Leonardo Oliveira não poupou adjetivos para classificar como “vergonhosa” a atuação do juiz, que para ele, transpareceu nojo em estar apitando um jogo de Série B. Nesta sexta-feira (26), o Tricolor recebeu o time pernambucano na Vila Capanema pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro e um pênalti muito contestado assinalado aos 11 minutos da primeira etapa, e convertido aos 14 por Hernane Brocador, decretou o placar contra ao Paraná diante de seu torcedor. O time paranista segue com 22 pontos e na vice-liderança, mas pode cair até para a quarta colocação dependendo dos resultados de Londrina e Ponte Preta, que entram em campo neste sábado (27).

Muito abalado pelo que disse ser uma falta de seriedade, o mandatário desabafou após a partida dizendo que “em momentos como esse dá vergonha em trabalhar no futebol e que o Tricolor já foi prejudicado em 33% da competição”. “Hoje (sexta-feira) foi uma vergonha que não tem classificação. Não dá pra falar que o árbitro foi inexperiente ou que era novo porque ele sabia muito bem o que estava fazendo”, disparou.

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Na jogada que aconteceu aos 11 minutos da primeira etapa, o juiz entendeu que o lateral-esquerdo Guilherme Santos derrubou Ezequiel dentro da área e assinalou a penalidade. Os atletas do Paraná reclamaram muito que não houve a infração. Na opinião do analista de arbitragem do canal Premiere, Sandro Meira Ricci, não houve o pênalti.

Relembrando interferências que acreditam ter sido desastrosas contra o Paraná Clube, Oliveira citou de algumas partidas que poderiam ter acabado com placar diferente não fossem os erros de arbitragem. Nas últimas duas partidas (Brasil de Pelotas e Figueirense) o Paraná Clube teve dois pênaltis a seu favor não assinalados. Além disso ele lembrou de uma situação diante do Oeste, pela sexta rodada.

Jogadores do Paraná reclamam com a arbitragem. Foto: Albari Rosa
Jogadores do Paraná reclamam com a arbitragem. Foto: Albari Rosa

“Contra Brasil de Pelotas a desculpa era de que o árbitro que não era de um centro com tradição no futebol (Tocantins). Contra o Figueirense era porque era um árbitro mais novo. Esses dois jogos não adianta os responsáveis pela arbitragem comemorarem que os erros não influenciaram os resultados, porque nos prejudicaram. Contra Oeste, por exemplo, nos prejudicou muito”, disse referindo-se ao 0x0 que poderia ter acabado com triunfo paranista.

Na opinião do presidente, mesmo com esses erros, há no Brasil muita qualidade em termos de arbitragem de futebol, porém os profissionais que cometem as falhas deveriam se envergonhar por, mesmo diante de tantos recursos para que eles possam se aperfeiçoar, constantemente ter erros grotescos. “Não dá para colocar na conta da (falta) de qualidade da arbitragem no Brasil. São lances muito claros. Não sei como essas pessoas chegam em casa e olham para os filhos. Não consigo nem classificar. Tem tantos jogos com belas arbitragens, análises na TV”, enfatizou.

Muito abalado pela situação envolvendo a derrota do Paraná, que poderia, inclusive, ter alcançado até a liderança em caso de vitória, o porta-voz paranista assumiu que sua equipe não rendeu a ponto de sair vitoriosa, porém, destacou que sem a interferência do árbitro o placar teria sido certamente outro. Na opinião de Oliveira o time paranista foi ‘operado’.

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“Dá vontade de largar tudo e ir embora, dá vergonha de trabalhar com futebol quando acontece isso. O Tavinho (Luiz Otávio) saindo com braço machucado, o outro (Rodrigo Porto) com canela sangrando, todos saindo esgotados porque deram o seu melhor e foram ‘operados’. Tivemos chances de marcar e não fizemos, assim como o Sport, então dentro da normalidade sairíamos com o empate”, explicou.

“Nojo de apitar a Série B”

O árbitro Jean Pierre Gonçalves Lima tem 40 anos e é conhecido como Vin Diesel pela semelhança com o ator norte-americano. Ele tem em seu currículo atuações pelas Séries A, B, C e D, Copa do Brasil, Primeira Liga e Campeonato Gaúcho, onde é federado. Na leitura de Leonardo Oliveira, Jean Pierre Lima não estava ‘à vontade’ atuando em um jogo de Segunda Divisão e transpareceu isso ao não estar se dedicando como podia dentro de campo. Para ele, o árbitro não fez questão de correr para estar próximo aos lances e não tratou com respeito os atletas.

“O árbitro que apitou hoje (ontem), não vou nem falar o nome dele porque não merece, é um cara que já apitou Série A e grandes jogos. Ele sabe apitar, mas precisa ter humildade. Ele não pode apitar jogo da Série B com nojo, não deve vir aqui e apenas andar em campo e não precisa menosprezar um atleta que vai falar com ele e que está apenas trabalhando, assim como ele”, afirmou o presidente, que quer mais profissionalismo vindo da arbitragem.

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“A gente clama pela seriedade. Temos que clamar pela vergonha na cara. Não é a primeira vez que passamos por isso. Temos que ser mais fortes que essas situações. Esperamos que os próximos jogos sejam referentes aos 66% e não aos 33”, falou. Para finalizar, o presidente destacou o bom trabalho de seu time, que vinha de cinco vitórias e, mesmo com a derrota, segue no G4 brigando ainda pelo acesso. Oliveira prometeu muita entrega do Tricolor até o fim da competição.

“Fomos ‘operados’, mas só conseguiram nos vencer uma vez mesmo assim. Ninguém vai derrubar o Paraná Clube. Pode continuar trazendo árbitro aqui, vamos passar por cima de tudo isso”, arrematou.

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