O Paraná Clube lançou, na última quarta-feira (10), a sua nova linha de uniformes para a sequência da temporada. Agora com fabricação própria, o Tricolor espera, principalmente, corrigir algumas falhas que tinha com a torcida em anos anteriores, quando deixou a desejar com a falta de camisas à venda, até mesmo na loja oficial.

Inclusive, esta era a maior preocupação da diretoria, uma vez que o clube sofreu recentemente com a falta de produtos à venda. Até mesmo em anos em que a demanda era grande, devido ao bom momento do time em campo, que refletia no interesse da torcida.

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“Neste primeiro momento, os resultados financeiros projetados são bem melhores do que tínhamos com fornecedores. A grande expectativa era fornecer para o nosso torcedor um material esportivo de boa qualidade, mas também um mix de produtos que nunca tivemos. Quem conhece a história do Paraná sabe as dificuldades que sempre tivemos com isso. O torcedor sempre teve a carência de ter mais do que os uniformes 1 e 2, em alguns casos nem isso tivemos. 2017 foi emblemático. O melhor momento do clube nos últimos dez anos e nós tivemos receita quase zero com venda de camisas”, afirmou o presidente Leonardo Oliveira.

Mas só trazer mais novidades para a torcida (serão 52 itens no total) não seria o suficiente para um clube, que, obviamente, precisa lucrar com isto. E em um primeiro momento o Paraná Clube já está tendo retorno. A procura, antes mesmo do lançamento, já foi grande e após a apresentação da coleção diversos torcedores fizeram fila para comprar as camisas.

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Além disso, com um fornecimento maior, um bom desempenho dentro de campo evitará uma frustração nas vendas. Algo que vinha acontecendo até então, quando a demanda era maior que a oferta.

Linha casual também estará à venda. Torcedores terão mais material à disposição. Foto: Lineu Filho
Linha casual também estará à venda. Torcedores terão mais material à disposição. Foto: Lineu Filho

“O impacto na vida do clube vai ser maior do que nós tínhamos. Só na pré-venda foram quase mil camisas, sem nem apresentar o produto. Agora os resultados dependem do campo. Isso vai determinar o sucesso ou não. Mas agora está mais fácil de atingir em momentos bons de futebol do que antes. Com fornecedor de terceiros, nestes momentos que tínhamos a oportunidade de vender, a entrega e a capacidade de produção eram menores. Com oito, dez clubes, o fornecedor não tinha a agilidade da entrega e agora vamos ter”, justificou Miranda.

Custos

As novas camisas estão à venda por R$ 179,90 para sócios e R$ 199,90 para não sócios. O valor, embora ainda seja alto, é mais baixo do que o que vinha sendo cobrado quando o fornecedor era a Topper.

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“É um valor de lançamento, mas naturalmente a sequência vai dizer o caminho. O mercado vai dizer quanto o produto vai custar. Claro que em um país como o nosso não podemos dizer que R$ 200 é barato, mas dentro do que o mercado oferece, estamos bem adequados e entre os menores preços. Temos um grande volume utilizado pelo próprio clube e os lucros vão melhorando a partir do momento que você o custeia. Com a marca própria, você barateia o custo e isso impacta nos lucros com mais agilidade. A última camisa da Topper era quase 40% mais cara do que a lançada hoje. Temos uma capacidade agora de entregar para o torcedor com um custo menor para o clube e tendo um resultado que vínhamos tendo”, disse o presidente paranista.

Parceria com a torcida

O novo uniforme foi desenhado por membros da torcida organizada Fúria Independente, que terá estampada sua marca nas camisas de jogo. Algo que será uma tendência nos próximos anos, sempre com um torcedor sendo o responsável pelos futuros modelos.

“Este relacionamento vem amadurecendo há muito tempo. O clube depende da sua torcida para sobreviver e ela sempre esteve ao lado do Paraná. Então o mínimo é reconhecer isso. Toda a linha foi desenhada por membros da torcida organizada e as camisas vêm assinada com o símbolo da organizada. Na minha gestão quem desenvolver a camisa vai assinar e as camisas 1 e 2 serão sempre desenvolvidas por um sócio do clube”, completou Leonardo Oliveira.

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