Fernando é uma boa opção
para armar as jogadas.

As conversas de treinadores e jogadores são sempre as mesmas. “Nós temos que nos preocupar somente com o nosso jogo…” e “isso é problema deles”. Certo. Isso é o que se ouve todos os dias na semana de preparação para os jogos da rodada. Mas o Paraná deu uma passada na programação da sétima rodada e descobriu que há algo a mais no ar, que este pode ser o domingo de dar o pulo do gato e entrar para a zona da Libertadores.

É fácil de explicar: a sétima rodada marca quatro jogos interessantes, onde estarão frente a frente nada menos que oito equipes que ocupam o “pelotão de frente” do Campeonato Brasileiro. Quem levar a melhor nestes duelos ficará em situação privilegiada. Além de Paraná Clube (9.º) x Ponte Preta (6.º), também estarão se enfrentando Internacional (5.º) x Goiás (8.º), Criciúma (3.º) x Vitória (7.º) e Cruzeiro (4.º) x São Paulo (1.º). Pelas projeções da comissão técnica, caso vença, o Tricolor tem boas possibilidades de virar a rodada no pelotão de frente, o da elite.

O desafio do time, domingo – às 16h, no Pinheirão -, frente à Ponte Preta é mostrar eficiência diante de um time com forte poder de marcação. Prevendo uma partida “mais truncada”, o técnico Paulo Campos já trabalha seu time priorizando a qualidade ofensiva. Ao contrário de jogos anteriores disputados em casa, o Tricolor deve ter menos espaços para “agredir” o adversário.

Por isso, o treinador paranista prega a política do “erro zero” e quer seu time aplicado na marcação, mas contundente no ataque. “Teremos que jogar muito mais do que em partidas anteriores. Será fundamental a movimentação constante para que encontremos espaços no ataque. Certamente a Ponte vai jogar fechada e nos nossos erros”, acredita Paulo Campos. Com dez gols marcados, o ataque do Paraná só “passou em branco” na derrota para o Juventude, em Caxias do Sul. “Temos conseguido bom aproveitamento, também nas bolas paradas. Mas, é preciso melhorar, principalmente nas assistências”, reconhece Fernando.

O meia-armador se destacou no campeonato paulista – jogando no União Barbarense – pela criação de jogadas e assistências de qualidade. No Paraná, sem a mesma liberdade, tem tido bom desempenho na marcação, mas ainda não “brilhou”. Para ele, a evolução está sendo gradativa. “Aos poucos, estamos nos adaptando. O importante é que estamos obtendo os resultados. Não importa quem faça os gols, desde que eles aconteçam”, disse o jogador. Fernando fez um gol apenas na competição, em cobrança de falta, na derrota para o Vitória (1×6).

Mesmo buscando maior qualidade ofensiva, o Paraná não irá se descuidar da marcação. Devido às duas goleadas sofridas, o Tricolor ainda apresenta a defesa mais vazada do Brasileiro, com 15 gols sofridos. Somente na vitória sobre o Cruzeiro a defesa conseguiu terminar o jogo “invicta”. Paulo Campos deve confirmar nos próximos coletivos a volta de Carlinhos à zaga, após cumprir suspensão, e a entrada de Goiano no meio-de-campo. Eles substituem a Fernando Lombardi e Axel, suspensos.

Caso Canindé ainda sem saída

A “novela” envolvendo o meia Canindé terá novo capítulo amanhã. O presidente do Paulista de Jundiaí, Eduardo Palhares, prometeu dar uma posição definitiva sobre a liberação ou não do atleta. Destaque do campeonato paulista, o jogador teve seus direitos federativos adquiridos pelo empresário Sérgio Malucelli, mas até o momento a sua transferência para o Paraná Clube não ocorreu. Canindé tem contrato em vigência com o Paulista até 30 de junho, mas Malucelli tenta definir a rescisão contratual do atleta.

Para isso, ofereceu alguns jogadores vinculados ao Iraty como compensação. Um desses atletas seria o meia Alexandre (que já esteve no Paraná há dois anos), que está mantendo a forma em Vila Capanema, após um período no futebol alemão. A intenção do empresário é emprestar um ou dois jogadores ao Paulista e assim assegurar a vinda imediata de Canindé para o Paraná. Se a resposta de Palhares for positiva, o meia se apresenta na próxima semana.