O mês de outubro é um momento de destaque para conscientizar a população sobre a prevenção ao câncer de mama. Pensando em propagar ações positivas em prol do Outubro Rosa, o Paraná Clube lançou, nesta terça-feira (1º), uma campanha para incentivar suas torcedoras a ficarem atentas aos sinais da doença e, além disso, apoiar quem está passando por esse delicado momento.

Camisas cor-de-rosa da marca própria do clube, a Valente, foram lançadas e parte dos lucros com as vendas serão destinados ao Hospital Erasto Gaertner. Para ilustrar a campanha, foram escolhidas torcedoras do Tricolor que dão seu depoimento real sobre a luta contra o câncer.

O manto especial começa a ser vendido nesta quinta-feira (03), nas lojas Paraná Store e 10% da receita com as vendas serão destinados ao hospital que é referência no tratamento da doença. Os preços das camisas são de R$ 189,90 a versão feminina adulto e R$ 179,90 a infantil. Sócios têm 10% de desconto. Além disso, durante esta semana, serão divulgados vídeos com depoimentos de torcedoras do time falando sobre sua experiência com o câncer de mama e incentivando as mulheres a se cuidarem.

Paraná Clube lançou a camisa da marca Valente. Foto: Reprodução/Paraná Clube
Paraná Clube lançou a camisa da marca Valente. Foto: Reprodução/Paraná Clube

Uma paranista que faz parte da campanha e que falou sobre sua garra de lutar contra o câncer foi Renata Pozzi. Tricolor de coração desde pequenininha, a administradora de 36 anos descobriu há um ano que tinha a doença. Casada e mãe de duas filhas – Manuella, de 7 anos, e Gabriella , de 5 – ela se agarrou ao amor da família, dos amigos e a paixão por seu trabalho para superar as dificuldades.

“Eu era saudável, com uma vida ativa. O primeiro impacto realmente é pesado ao saber que você ficará sem cabelo e vai perder a mama. Mas depois que passa o luto você tem que se apegar a quem você ama”, explicou a torcedora, que tem muitos motivos para ter tanto carinho pelo azul, vermelho e branco.

“A família toda é paranista. Desde que me conheço por gente me lembro de estar convivendo dentro do ambiente do Paraná Clube. Meu irmão se destacou no profissional do clube. Meu DNA tem muito do Paraná e de futebol”, garantiu.

Renata é irmã de um ídolo paranista: o ex-meia Ricardinho, hoje comentarista esportivo. Com o irmão e outras pessoas da família, ela toca o projeto Maestro da Bola, uma iniciativa social que atende 1.200 crianças e adolescentes carentes de Curitiba.

Desde que teve o diagnóstico, a paranista passou por diversas sessões de quimioterapia e pelo procedimento de mastectomia. Como o tratamento do câncer é de cinco anos, ela continua com aplicações mensais e remédios, mas garante que já leva vida normal. “Minha família e o trabalho com projeto social ligado ao futebol me deu ainda mais gana de superar tudo isso”, afirmou.

A paranista fez questão de dar o recado às outras mulheres para que fiquem atentas aos sinais do corpo, já que ela mesma conseguiu perceber um nódulo em um autoexame. “Independente se você se acha fitness, se não tem histórico na família, se acha que é saudável, preste atenção no seu corpo. Pensamos sempre que só acontece com a vizinha, mas não é verdade. Fique atenta‘, reforçou a torcedora.

“Muita das mulheres, por ignorância da população, tendem a se esconder por críticas e julgamentos e eu acredito ao contrário. Eu penso que quanto mais a gente trabalhar na prevenção e divulgação, maior a chance de cura’, arrematou.

Neste sábado (05), no clássico entre Paraná Clube e Coritiba, onze guerreiras paranistas que já enfrentaram ou ainda convivem com o câncer de mama entrarão com os atletas em campo, como forma de reforçar a campanha de conscientização sobre a doença.

Furacão rosa

O Athletico também investiu na criação de uma coleção de camisas que referenciam a campanha de prevenção ao câncer de mama. Uma das garotas-propaganda da campanha é Maria Francisca Kolenski, uma das grandes personalidades da crônica esportiva paranaense. Chica, como é carinhosamente chamada pelos colegas de profissão, luta contra a doença há mais de um ano e é um símbolo de força e perseverança.

A camiseta especial, que é branca com o símbolo do Furacão Rosa, custa R$ 49,90 e R$ 44,91 para sócios. Há, ainda, camisas polo na versão feminina e masculina, que podem ser compradas no link www.loja.athletico.com.br. A renda da venda dos produtos será doada ao Hospital Erasto Gaertner, que usará o valor para a construção do Erastinho, primeiro hospital oncopediátrico do Paraná.

Chica é uma das modelos da campanha do Furacão. Foto: Reprodução/Instagram

Chica é uma das modelos da campanha do Furacão. Foto: Reprodução/Instagram

O Furacão também está dedicando algumas ações ao Outubro Rosa. Na última segunda-feira (30), foi realizado um coquetel de lançamento do mês especial que terá a parceria do clube com o Hospital Erasto Gaetner, Instituto Rede Massa, Instituto Humanista de Desenvolvimento Social – Humsol, Hospital Nossa Senhora das Graças e OSC Atitude na Cabeça.

“A importância da prevenção ao câncer de mama é como uma boa preparação para um bom jogo. Quando se faz o diagnóstico precoce, isso traz uma possibilidade de cura muito boa”, falou o presidente do Conselho Administrativo do Athletico e médico Luiz Sallim Emed.

Coritiba

Foto; Divulgação/Coritiba
Foto; Divulgação/Coritiba

O Coritiba também aderiu às campanhas do Outubro Rosa. Nesta quinta-feira (03), o clube lançou uma camisa especial com a cor que remete ao mês especial e parte do valor será doado para a Associação das Amigas das Mamas (AAMA). A edição dos mantos cor-de-rosa é limitada, e o preço é de R$ 149,99.

No clássico diante do Paraná Clube, 11 torcedoras do Coxa que estão lutando contra a doença ou eu já venceram o câncer, vão entrar em campo de mãos dadas com os jogadores.

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