Invicto desde a chegada de Roberto Cavalo, o Paraná Clube busca, a partir de hoje – às 21h50, nos Aflitos -, uma arrancada definitiva na Série B. Após reduzir significativamente o risco de rebaixamento, o Tricolor corre atrás de uma colocação digna nesta temporada, marcada por altos e baixos.

Frente ao Náutico, o treinador mantém a mesma estratégia de jogo: muita marcação e postura cautelosa. Tudo para explorar a velocidade de seus atacantes.

Na prática, Paraná e Náutico têm trajetórias similares na competição. Ambos estiveram no G-4, mas não se sustentaram, passando a conviver com o risco de degola.

Neste ponto, o Tricolor apresenta ligeira vantagem: com Cavalo no comando, a reação foi imediata. O clube chegou à 11ª posição, ampliando para 9 pontos a sua vantagem sobre a ZR. Para os mais otimistas, ainda é possível sonhar até com acesso, mesmo que para tanto sejam necessárias de 8 a 9 vitórias em apenas nove rodadas.

Roberto Cavalo prefere uma política “pés no chão”. Pensa jogo a jogo e diz só ficar sossegado em relação ao rebaixamento quando atingir a marca de 46 pontos.

“A partir daí é que vamos ver até onde podemos chegar”, diz o técnico, animado com a resposta dada pelo grupo nas últimas partidas. “Vencemos bem Guaratinguetá e Brasiliense. Temos que ter esse mesmo espírito de luta frente ao Náutico. Será um jogo duríssimo”, prevê. O técnico espera um adversário “mordido”, após a derrota para o Bahia (3 x 0).

Acreditando em pressão desde o primeiro minuto, Cavalo decidiu escalar um volante ainda mais “pegador” do que Luiz Camargo, que cumpre suspensão pelo terceiro cartão amarelo.

Edimar, que chegou a ser rifado no clube, reaparece como titular do meio-campo. “Volante tem que marcar. E o Edimar é um grande exemplo de persistência, de luta”, disse o treinador. A princípio, esta seria a única modificação no time.

Porém, o atacante William viajou fortemente gripado. Ontem, sequer participou do treinamento realizado no CT do Sport. Diante disso, aumenta a expectativa em torno da presença do garoto Kelvin, nova sensação do clube.

O garoto seria uma das opções de Cavalo para vestir a camisa 9. Kelvin, de apenas 17 anos, entrou bem nos dois últimos jogos e o próprio Roberto Cavalo admite que em breve irá lançá-lo como titular da equipe. Lima, bem mais experiente, é o outro atacante à disposição da comissão técnica.

No entanto, para aquilo a que se propõe o Paraná – marcação aliada à velocidade -, Kelvin seria o mais cotado. “Ele tem um potencial incrível. Estou procurando dar ritmo ao menino, sem colocá-lo como solução. Mas, se preciso, não tenho receio em lançá-lo como titular. Vamos esperar”, disse o treinador do azul, vermelho e branco.