Jogo em casa, vantagem de até um empate por 1 a 1 e a chance de chegar a uma semifinal da Copa do Brasil após 13 anos. O cenário é todo favorável ao Palmeiras, mas o jogo contra o Atlético Paranaense em Barueri, a partir das 19h30, se mostra perigoso e muitos desdobramentos podem acontecer em caso de uma eliminação. No cenário mais desastroso está a queda do técnico Luiz Felipe Scolari.

O resultado de 2 a 2 em Curitiba, na semana passada, foi bastante comemorado, mas os jogadores tentam manter os pés no chão e esquecer a vantagem. “Se tomarmos um gol estamos fora”, declarou Marcos Assunção, que agora sem o goleiro Marcos e com Felipão dando poucas entrevistas se torna o porta-voz da equipe em momentos difíceis.

O capitão palmeirense sabe muito bem o que significa o jogo desta quarta. Mais do que isso, coloca a conquista da Copa do Brasil como fundamental para uma paz mais duradoura no clube. “Temos de conseguir esse campeonato. Ganhando, além do título, teremos também a vaga na Libertadores. E assim jogaremos o Brasileiro com tranquilidade”, falou, concordando que uma eliminação seria o início de uma pressão insuportável.

Marcos Assunção lembra, no entanto, que de nada adianta passar pelo Atlético e cair depois. A responsabilidade do título continuará com o Palmeiras até que a conquista chegue. “São cinco finais que temos de ganhar”, falou o volante sobre todos os jogos que o time ainda teria na competição.

A pressão maior pela conquista, no entanto, está sobre o treinador. As públicas discussões de Felipão com a diretoria e o fato de ele já ter dito que não renovará seu contrato em dezembro pioraram ainda mais a situação do técnico. E uma eliminação por um time da Série B do Campeonato Brasileiro dificilmente passaria impune – o presidente Arnaldo Tirone só tem o segurado pois acredita na conquista da Copa do Brasil.