O Palmeiras queria mostrar que a vitória sobre o São Paulo não foi por acaso e conseguiu deixar boa impressão. Não foi aquela atuação de encher os olhos, mas o palmeirense não pode reclamar do que viu nesta quarta-feira na vitória por 2 a 0 sobre a Chapecoense, no Allianz Parque, pelo Brasileirão. Mesmo sem a inspiração de outrora, o time mostrou força e vontade e a fase é tão boa que a sorte novamente esteve ao seu lado.

O Palmeiras foi claramente surpreendido no primeiro tempo com a postura da Chapecoense. Todo mundo esperava ver em campo um time retrancado e que só sairia da defesa em raríssimos casos, como tem acontecido em jogos que o os paulistas fazem em seus domínios diante de adversários, teoricamente, mais fracos. Porém, o que se viu foi justamente o contrário.

A equipe comandada por Vinícius Eutrópio apertou a saída de bola, avançou a marcação e chegou a ter um certo domínio do jogo nos minutos iniciais. Principalmente pelo seu lado esquerdo, nas costas de Lucas, a equipe de Chapecó chegou com bastante liberdade.

Por outro lado, o Palmeiras também mostrava sua força na esquerda, com Egídio e Dudu chegando bem e fazendo Wagner e Apodi baterem cabeça. Lá na frente, os mandantes também tinham dificuldade. Robinho e Leandro Pereira não estavam em uma noite inspirada, muito graças a boa marcação da Chapecoense, que só não engrossou ainda mais o jogo, porque tiveram dificuldades para finalizar com qualidade.

Aos poucos, os palmeirenses foram se recuperando do susto de ver a audácia do adversário e passaram a entender como enfrentá-lo. E como aconteceu contra o São Paulo, a sorte mais uma vez estava no lado dos donos da casa para abrir o placar.

Em um lance bem parecido com o do primeiro gol no clássico, Dudu dominou e ajeitou para Egídio, que apareceu na frente da área e chutou forte. A bola desviou em Rafael Lima e tirou o goleiro Danilo da jogada.

A expectativa era que o gol fizesse o time mandante se acalmar, colocar a bola no chão e se reorganizar, como visto no domingo, mas as dificuldades continuaram. No segundo tempo, o técnico Marcelo Oliveira resolveu responder na mesma moeda a postura do adversário. Também mandou seu time avançar a marcação.

Então foi a vez da Chapecoense demorar para entender o que estava acontecendo. Mesmo conseguindo o desarme diversas vezes, o Palmeiras ainda não conseguia encaixar um bom ataque para abrir 2 a 0 e liquidar o jogo.

Vendo que faltava um pouco mais de calma com a bola, Marcelo Oliveira tirou Dudu e colocou Zé Roberto, para ser uma boa opção na organização tática. Era deixar de lado a correria e apostar na técnica.

ESTRELA – Mas ainda faltava algo. Aos 23, entrou Cristaldo no lugar de Leandro Pereira. E aquela sorte do primeiro gol parece acompanhar também o atacante argentino.

Bastou um minuto em campo para ele aproveitar cruzamento de Egídio e desvio de Robinho para, sem goleiro, mandar para as redes, marcar seu 11º gol na temporada e garantir a festa da torcida, que mais uma vez lotou a arena alviverde. E o Palmeiras vai mostrando evolução e subindo na tabela.

FICHA TÉCNICA:

PALMEIRAS 2 X 0 CHAPECOENSE

PALMEIRAS – Fernando Prass; Lucas, Victor Ramos, Vitor Hugo e Egídio; Gabriel, Arouca (Andrei), Robinho, Rafael Marques e Dudu (Zé Roberto); Leandro Pereira (Cristaldo). Técnico: Marcelo Oliveira.

CHAPECOENSE – Danilo; Apodi, Rafael Lima, Neto e Dener Assunção; Elicarlos, Gil (Nenén), Cleber Santana e Camilo; Wagner (William Barbio) e Edmilson. Técnico: Vinícius Eutrópio.

GOLS – Egídio, aos 27 minutos do primeiro tempo. Cristaldo, aos 24 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO – Pablo dos Santos Alves (PB).

CARTÕES AMARELOS – Wagner, William Barbio e Nenén.

PÚBLICO – 32.742 pagantes.

RENDA – R$ 1.663.574,99.

LOCAL – Estádio Allianz Parque, em São Paulo (SP).