Dizem que quem vive de passado é museu, mas o Guarani se abraça na sua história para sonhar com o futuro. Campeão brasileiro de 1978, o Bugre chegou ao fundo do poço, disputando a Série D. Mas conseguiu dois acessos consecutivos e volta à Série B após cinco temporadas. E para comandar a equipe neste retorno, um velho conhecido: o técnico Vadão, que comandou o Guarani nos anos 1990, com boas campanhas, e era o treinador em 2009, quando o Bugre conseguiu o acesso à elite. Em campo, outro histórico, o meia Fumagalli, que já tem 39 anos.

Um passado para melhorar o presente, que não é tão otimista. Na Sedunda Divisão paulista, o clube de Campinas passou longe de brigar pelo acesso. Por isso, alguns reforços foram contratados. O principal deles é Richarlyson, que após se aventurar no vôlei, retornou ao futebol.

Time-base: Leandro Santos; Lenon, Genilson, Jussani e Gilton; Auremir, Richarlyson, Bruno Nazário, Fumagalli e Claudinho; Eliandro. Técnico: Oswaldo Alwarez

Boa Esporte

O Boa Esporte chamou a atenção em 2017 mais pelo que fez fora do que dentro de campo. A contratação do goleiro Bruno colocou o clube nos holofotes, mas o arqueiro teve que voltar para a prisão. Só que o time não vem fazendo um mal papel em 2017. Líder da Segunda Divisão do Campeonato Mineiro, o clube de Varginha pode conseguir o acesso no final de semana, com uma rodada de antecedência, caso o Betinense não ganhe do Nacional de Muriaé. Só que a Série B tem um nível de dificuldade muito maior que a segundona mineira. E aí que entra a preocupação do técnico Julinho Camargo, que não tem um elenco generoso à disposição. O atual campeão da Série C entra com o objetivo de não voltar para lá.

Time-base: Luan Polli; Léo Baiano, Igor Brondani, Josué e Paulinho; Luiz Grando, Radamés, Ramon e Leleu; João Carlos e Rodolfo. Técnico: Julinho Camargo

Brasil de Pelotas

Depois de uma campanha segura na Série B do ano passado, o Brasil de Pelotas iniciou 2017 levando um susto. Por muito pouco o Xavante não foi rebaixado no Campeonato Gaúcho (escapou pelo saldo de gols), campanha que por pouco não culminou com a demissão do técnico Rogério Zimmermann, que comanda a equipe há cinco anos. Para evitar um fiasco na Série B, o clube apostou na base construída para o ano. Com mais de um mês para treinar, o Brasil acredita que agora terá o entrosamento necessário para evitar acabar o ano pior do que já começou.

Time-base: Eduardo Martini; Éder Sciola, Evaldo, Teco e Marlon; Leandro Leite, João Afonso (Itaqui), Nem, Bruno Lopes e Juninho; Rodrigo Silva (Elias).

CRB

Campeão alagoano, o CRB chega motivado para a Série B. Mas só vontade não é o suficiente para a competição. Mesmo assim, a equipe, que não faz muitos investimentos, se inspira em 2016, quando brigou até as últimas rodadas pelo acesso. Desta vez mais madura, a equipe do técnico Léo Condé vê no zagueiro Flávio Boaventura, no meia Edson Ratinho e no atacante Neto Baiano as principais armas para, desta vez, ir mais longe.

Time-base: Juliano; Marcos Martins, Flávio Boaventura, Gabriel e Diego; Adriano, Yuri, Edson Ratinho e Chico; Mailson e Neto Baiano. Técnico: Léo Condé.

Melhor goleiro do Gauchão e um dos heróis do Novo Hamburgo, Matheus Cavichiolli defenderá o Juventude. Foto: Arthur Dallegrave/Juventude
Melhor goleiro do Gauchão e um dos heróis do Novo Hamburgo, Matheus Cavichiolli defenderá o Juventude. Foto: Arthur Dallegrave/Juventude

Juventude

De volta à Série B após oito temporadas, o Juventude sabe que o objetivo este ano é permanecer na Segundona. A irregular campanha no Campeonato Gaúcho mostrou a fragilidade do elenco, que aposta no técnico Gilmar Dal Pozzo, que levou a Chapecoense à elite, para tentar surpreender. Tanto que aproveitou o mês apenas de treinamentos para corrigir os erros e trazer reforços. Foram 11 no total, entre eles o goleiro Matheus Cavichiolli, campeão gaúcho com o Novo Hamburgo. Tentativas para conseguir um algo mais e voltar a ser a força de Caxias dos anos 1990.

Time-base: Matheus Cavichiolli; Tinga, Domingues, Ruan e Pará; Fahel, Diego Felipe, Leílson e Caprini; Wesley Natã e Tiago Marques. Técnico: Gilmar Dal Pozzo

Luverdense

Com a mão na taça da Copa Verde – ganhou o jogo de ida da final contra o Paysandu por 3×1 -, o Luverdense vem a cada ano ficando mais ‘calejado’. Pela quarta vez consecutiva na Série B, o pequeno clube do Mato Grosso aposta sempre na manutenção da base. Tanto que o técnico Júnior Rocha segue no comando da equipe há quatro temporadas. Aos poucos, surgem apostas com nomes mais conhecidos, como o meia-atacante Marcos Aurélio, ex-Atlético e Coritiba. Mas a ideia é sempre seguir no bom, bonito e barato.

Time-base: Diogo Silva; Aderlan, Pierre, Dalton e Paulinho; Ricardo, Erik, Douglas Baggio, Marcos Aurélio e Rafael Silva; Macena. Técnico: Júnior Rocha.

Waldemar Lemos será o terceiro técnico do Náutico na temporada. Foto: Divulgação/Náutico
Waldemar Lemos será o terceiro técnico do Náutico na temporada. Foto: Divulgação/Náutico

Náutico

Um dos maiores clubes da Série B do Campeonato Brasileiro deste ano, o Náutico entra nesta edição de uma maneira que não está muito acostumado a jogar. Em 2016 o Timbu deixou escapar o acesso na última rodada, quando perdeu em casa para o Oeste. O tropeço parece ter mexido com o time como um tudo, que neste ano ficou de fora da final do Pernambucano, caiu na primeira fase da Copa do Nordeste e foi eliminado precocemente na primeira fase da Copa do Brasil ao perder para o Guarani de Juazeiro.

Retrospecto preocupante e que coloca o Náutico bem longe de sonhar com o acesso. A aposta para evitar um desastre no final do ano está em Waldemar Lemos, o terceiro técnico da temporada (antes, Dado Cavalcanti e Milton Cruz ocuparam o cargo). No elenco, peças pouco conhecidas e em muitos garotos, como Jefferson Nem e Cal Rodrigues. Uma alternativa para um clube que vive uma situação financeira complicada e viu seus principais atletas, como Ewerton Páscoa e Marco Antônio, pedirem para ir embora.

Time-base: Tiago Cardoso; David, Tiago Alves, Nirley e Manoel; Darlan, João Ananias e Cal Rodrigues; Jefferson Nem, Erick e Alison. Técnico: Waldemar Lemos

Oeste

Entre os 20 clubes da Série B, o Oeste é o que vive facilmente o pior momento e entra como o grande favorito ao rebaixamento. Em 2016 a queda podia ter acontecido, mas a equipe escapou na última rodada, quando venceu o Náutico, em Recife, e se manteve na segundona. Porém, vem em queda livre. Em 2016 foi rebaixado no Paulistão e nesta temporada escapou de cair para a terceirona estadual por pouco. No elenco, poucos nomes conhecidos para tentar mudar o panorama, como o zagueiro Leandro Amaro e o meia-atacante Mazinho.

Time-base: Rodolfo; Daniel Borges, Leandro Amaro, Luis Gustavo e William Cordeiro; Elivelton, Lidio e Mazinho; Julio César, Robert e Erick. Técnico: Roberto Cavalo

Vila Nova

Vice-campeão goiano, o Vila Nova entra na Série B querendo, pelo menos, repetir a campanha do ano passado, quando terminou na nona colocação. O objetivo é modesto, mas dentro da realidade do clube, que não fez grandes investimentos para a competição nacional, mas já mostrou que pode surpreender, como fez contra o Vasco, na Copa do Brasil, quando viu a classificação escapar nos minutos finais.

Time-base: Elisson; Foguete, Wesley Matos, Alemão e Maguinho; PH, Geovane e Moraes Júnior; Moisés, Patrick Leonardo e Wallyson. Técnico: Hemerson Maria

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