São Paulo – Natália Falavigna viveu um dia de mestre do tae kwon do no último sábado, em clínica ministrada a freqüentadores do Sesc Ipiranga, em São Paulo, evento que faz parte da semana Olímpica organizada pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

Ao todo, cerca de 60 pessoas – entre adultos, idosos e crianças – compareceram ao ginásio poliesportivo para ouvir instruções e aprenderem um pouco sobre o esporte que nasceu na Coréia.

?Foi uma tarde maravilhosa. A Natália tem muito carisma, é linda, e muito competente no que faz. Fico muito feliz em poder conhecer essa atleta, de quem sou fã, e saber que ela é brasileira como eu?, disse Simone Furtado, de 54 anos, que começou a praticar o tae kwon do aos 40 por recomendação médica. ?Fui fazer exames de rotina e me sugeriram que eu praticasse atividades físicas que estimulassem a mobilidade. Comecei fazendo caminhada, natação até que descobri a arte marcial?, completou.

Natália fez sucesso também entre as crianças. Assim que apareceu no anel superior da arquibancada do ginásio poliesportivo do Sesc, meninos e meninas que aguardavam a campeã mundial correram em sua direção em busca de um autógrafo. A lutadora paranaense atendeu a todos, visivelmente emocionada.

?É muito especial tudo isso. Vejo essas crianças me olharem do modo como eu olhava meus ídolos quando tinha a idade delas. Parecia que eu era a Hortência, a Ana Moser, o Aurélio Miguel?, revelou Natália, lisonjeada também com o assédio dos mais velhos. ?Acho que, nas pessoas com mais idade, consegui despertar a reação contrária. Enquanto meninos e meninas me olhavam como um exemplo de como pode ser o futuro, eles pareciam ver em mim o passado deles. Cheios de sonhos, de esperanças de coisas que podem dar certo. Foi muito especial para mim este encontro?, disse.

E foi em clima bastante despojado que Natália aplicou sua primeira clínica de tae kwon do. Novata no ramo, sem nunca ter ministrado sequer uma palestra, a lutadora mostrou desenvoltura ao falar com o público presente. Contou um pouco de sua história, como iniciou no esporte e, logo, tratou de ensinar alguns golpes mais simples.

?O mais importante aqui é promover a interação social por meio do esporte. É maravilhoso ver gente das mais diversas classes sociais e etárias juntas, unidas pelo tae kwon do e pela imagem da Natália?, afirmou Ricardo Gentil, assistente geral da diretoria de esportes do Sesc.

Transição

Outro momento que marcou a participação de Natália Falavigna na Semana Olímpica em São Paulo foi a passagem de faixa para duas meninas que acabavam de atingir o último estágio no tae kwon do. As irmãs Karina, 10, e Patrícia, 11, receberam das mãos da principal atleta da modalidade no país a faixa preta, que simboliza o fim do aprendizado e a iniciação ao profissionalismo.

?Elas têm futuro, pois são muito aplicadas. Já ganharam três campeonatos paulistas na categoria infantil e receber o certificado de conclusão das mãos da Natália foi um prêmio para as duas?, afirmou o Mestre Carlos, professor do Grupo ITA de Taekwondo, onde as duas estão matriculadas.

Natália trocou alguns movimentos com as irmãs e aprovou o nível das duas. ?Eu comecei muito velha, tinha 14 anos quando vesti um dobo pela primeira vez. Elas estão iniciando a carreira na fase certa e provaram que tem nível para ir muito longe. Precisam se dedicar e continuar investindo no esporte?, finalizou a lutadora paranaense.