Novidade na Arena da Baixada, o setor Brasílio Itiberê já caiu no gosto da galera. Nem mesmo a chuva diminuiu a empolgação dos atleticanos que assistiram ao jogo contra o Flamengo na nova arquibancada, que não tem lugares cobertos.

A reportagem do Paraná Online acompanhou a partida no local e pôde conferir: a visão do gramado com as arquibancadas ao fundo deu mesmo uma nova cara à Arena, que perdeu definitivamente o estigma de “meio-estádio”, como costumavam caçoar os rivais do Atlético.

A torcida, é claro, comemora a mudança. “Melhor olhar daqui para lá, porque se vê o estádio e a torcida inteira. Antes só se via aquele murão, com o pombal”, diz o serralheiro Jucilei Schechter, 47 anos. “Aqui se fica mais perto do campo, junto do jogador. Dá para gritar ainda mais”, completa.

Apesar do setor ser o único do estádio sem cobertura, o preço para acompanhar os jogos dali é o mesmo. Mas quem disse que a galera reclama? “Essa chuvinha sempre atrapalha, mas temos que vir ao jogo, fazer o quê? A visão daqui é bem melhor e compensa”, avalia o segurança Luciano Fernandes, 27 anos.

Como não há fosso separando a arquibancada do gramado, a sensação é mesmo a de estar mais perto do campo. “Está uma maravilha. A visão é bem melhor. Aqui a gente vê a torcida de frente e o pessoal está agitando bastante”, destaca o engenheiro Felipe Serathiuk, 25 anos.

Mas quem espera assistir ao jogo sentado nas novas cadeiras pode se decepcionar. “O pessoal fica em pé. Desde a primeira cadeira, onde tem gente que fica encostada no vidro. Todos acabam tendo que ver de pé mesmo”, diz Luciano.

O problema, porém, parece não preocupar a maioria dos sócios. “Quem quer assistir ao jogo sentado, que fique vendo na tevê. Quem vem para o estádio é para agitar e ficar em pé. Muita gente fica ali no vidro para xingar o juiz e os adversários. Está certo. Tem que fazer pressão mesmo”, pede Felipe.