Embora a concentração na prova não permita uma observação mais atenta, os atletas da 8.ª Maratona Ecológica de Curitiba terão ao longo dos 42.195m de percurso uma paisagem composta de ruas limpas e arborizadas, parques, praças e bosques floridos.

Além disso, dois grupos folclóricos, um japonês e um árabe, vão saudar e ajudar a incentivar os atletas. Vestidos a caráter, os grupos vão ficar na Praça do Japão e no Memorial Árabe distribuindo água e falando palavras de incentivo aos corredores.

Logo no início da prova, os atletas passam próximo ao Bosque João Paulo II (Bosque do Papa). Além de ser um remanescente de floresta com araucária, esse espaço é uma viagem no tempo. Lá se encontra o Memorial da Imigração Polonesa, verdadeiro museu ao ar livre que mostra ao visitante a forma original de habitação e utensílios da época da primeira imigração polonesa na região (1871).

Próximo aos quilômetros 30 e 32, considerada a fase crítica da maratona, os atletas irão passar ao lado do Complexo Botânico de Curitiba, um dos pontos turísticos mais visitados da cidade. Implantado em 1992, o Jardim Botânico foi construído onde vivia o desembargador e estudioso de biologia Antônio Martins Franco, um dos fundadores da Sociedade Paranaense de Orquidófilos.

A maior atração do lugar é a estufa em ferro e vidro de 457 metros quadrados no estilo francês, onde se encontram exemplares de espécies vegetais da Floresta Atlântica e algumas espécies exóticas. Há também o Museu Botânico, que abriga a 4.ª maior coleção de herbário do País.

No trecho final da corrida, quando as colocações já estão praticamente definidas, a prova passa por dentro do Passeio Público, o mais antigo e central parque de Curitiba. Inaugurado em 1886, o Passeio Público nasceu da drenagem de um terreno pantanoso (a primeira grande obra de saneamento da cidade), transformando o lugar numa importante área de lazer.

Além de tradicional ponto de encontro dos curitibanos e palco de fatos marcantes na vida cultural da cidade, o Passeio Público foi o primeiro zoológico da cidade, e hoje ainda abriga parte do plantel de animais de pequeno porte do Zoológico Municipal do Iguaçu.

Limpeza

Além de preparar a limpeza das ruas antes da competição, 60 garis irão trabalhar simultaneamente à prova. Eles vão percorrer todo o trecho atrás do último atleta, fazendo a coleta e limpeza dos materiais descartados pelos maratonistas ao longo do percurso.

No ano passado foram recolhidos 1,5 mil quilos de lixo. São na maioria caixas de papelão, embalagens de água e isotônicos, esponjas, frutas, entre outros.