Horas depois das punições anunciadas pela Conmebol pelos incidentes na partida entre Huachipato e Grêmio, no Chile, pela última rodada da fase de grupos da Libertadores, o clube gaúcho se posicionou sobre o assunto. O diretor jurídico Thiago Brunetto deu uma entrevista na qual considerou injustas as suspensões do técnico Vanderlei Luxemburgo (seis jogos), do zagueiro Douglas Grolli (cinco) e do auxiliar Emerson (oito) e prometeu recorrer.

“É uma decisão que pode se dizer que foi proferida em primeira instância e há uma segunda instância a qual se pode recorrer. O departamento está se reunindo agora no início da noite. Nós vamos adotar todas as medidas possíveis e necessárias para a reversão destas punições que nos parecem absolutamente desproporcionais pelo que foi visto no Chile”, declarou.

Após o apito final da partida realizada no último dia 18, os jogadores do Huachipato foram para cima de Luxemburgo, que, segundo eles, teria provocado a equipe chilena. Os atletas e integrantes da comissão técnica do Grêmio, no entanto, afirmam que foram os adversários que iniciaram a confusão. O treinador não escondeu a revolta com a punição anunciada nesta segunda.

“Quem estava lá viu que a única coisa que fiz foi sair da confusão e tentar chegar ao vestiário. Após o jogo concedi entrevista ao lado do vestiário porque se passasse pelo corredor que havia, a confusão seria ainda pior, pois eu teria que passar pelos jogadores do Huachipato. Quis evitar qualquer coisa que pudesse vir a acontecer”, afirmou.

Brunetto prometeu entrar com recurso o mais breve possível, mas a presença de Luxemburgo no banco do Grêmio nesta quarta, na primeira partida das oitavas de final diante do Santa Fé, em Porto Alegre, está praticamente descartada. “Agora vamos avaliar com calma as penalidades que chegaram oficialmente até o Clube. As medidas possíveis e necessárias para a reversão destas punições, o departamento jurídico do Grêmio vai buscar.”