Um dos poucos remanescentes do ano passado, o lateral Lisa não vê a hora da bola rolar. O jogador recusou algumas propostas do interior do estado, do Rio Grande do Sul e de Goiás para continuar no Paraná Clube.

Diz que ainda se sente em débito com o clube e espera uma temporada de conquistas, agora sob o comando do técnico Ricardinho. Aos 27 anos, posa de “titio” da garotada, nesse processo de total reformulação do elenco, sob os olhares de Ricardinho e do gerente de futebol Alex Brasil.

“Não imaginava ser o mais velho do grupo. Até porque, tenho muito óleo pra queimar, ainda”, garante o jogador. Com a contratação do zagueiro Alex Bruno, 29, o lateral perde o posto na hierarquia da experiência.

Porém, isso não o torna menos importante nesse momento em que o Tricolor se prepara para grandes batalhas na Copa do Brasil e nas Segundonas do Paranaense e do Brasileiro. Afinal, Lisa traz na bagagem duas experiências na Série Prata e tendo obtido o acesso, com o Operário, em 2009.

“Engana-se quem imagina que só com a força da camisa o Paraná vai subir. Não é assim, só entrar em campo e vencer”, avisa Lisa. “A competição é duríssima, em gramados ruins e tendo pela frente jogadores que vão querer mostrar tudo diante da gente. Enfrentar o Paraná é uma vitrine para todos eles”, destacou.

O lateral lembra ainda que, diante do formato estabelecido pela Federação Paranaense de Futebol, não há muita diferença entre o nível técnico da Segundona e o da Primeira Divisão.

“Como ela só começa em maio, vocês vão ver, muitos jogadores que estão jogando hoje em clubes como Operário, Toledo, Londrina, etc., serão os reforços dos nossos adversários”, analisou Lisa.

Para o jogador, o Paraná deve usar muito bem o tempo que possui de preparação para chegar afinado até a largada da competição. “Depois, é encarar todo jogo como uma decisão, pois só com esse espírito atingiremos nosso objetivo de reconduzir o Paraná à primeira divisão do Estado”.

Lisa, sob o aspecto individual, espera um ano melhor. “No ano passado, não tive uma pré-temporada. Fiz um bom Paranaense, no Operário, mas depois essa falta de treinamento pesou no Brasileiro. Tive algumas lesões que me atrapalharam muito aqui no Paraná”, recordou.

“Por isso, tenho me dedicado muito nessas semanas de preparação física, pois quero muito marcar meu nome no clube, conseguindo o acesso no Paranaense e no Brasileiro. E, para ajudar, tenho que estar muito bem condicionado”, disse.