Miranda diz que time tem
obrigação de vencer em casa.

O Coritiba não conseguiu mudar a sua sina. Assim como no ano passado, o time sofre com o mau aproveitamento dentro de casa, o que atrapalha o rendimento geral no campeonato brasileiro. Por enquanto, o Coxa não consegue chegar mesmo aos 50% dos pontos disputados no Couto Pereira – em quatro partidas, venceu apenas uma (Guarani), empatou outra (Internacional) e perdeu duas, para São Paulo e Atlético-MG.

Com apenas quatro pontos em doze disputados, o rendimento é de parcos 33,3% – somando os outros três conquistados fora de casa, o Cori chega aos sete, ficando na 18.ª posição. Como a rodada do final de semana manteve a liderança da competição com 14 pontos (pelos critérios, o primeiro colocado é o Criciúma), também não mudou a diferença alviverde – sete pontos – para a ponta da tabela.

Essa foi a mesma dificuldade nas primeiras rodadas do brasileiro de 2003. Só que, nos primeiros quatro jogos em casa, teve aproveitamento melhor que neste ano: venceu duas vezes (Figueirense e Paraná) e perdeu outras duas (Inter e Cruzeiro), tendo portanto um rendimento de 50%. A melhora aconteceu apenas depois de um “pacto” proposto pelo então técnico Paulo Bonamigo, que exigia resultados dentro de casa.

Para Antônio Lopes, acima de tudo há a frustração dos maus resultados. “Eu falo sobre isso porque vocês me perguntam. Mas não tem justificativa nenhuma, dentro de casa o Coritiba tem que conseguir os resultados”, afirma. O treinador diz que o problema maior da partida contra o Galo foi a falha nas finalizações. “Nós tivemos cinco chances, duas bolas na trave. Nada contra o Atlético, mas nós erramos muito”, resume.

Mas ficou claro que o elenco está pressionado. “Nós temos a obrigação de vencer jogando no Couto Pereira. Quando isso não acontece, a gente sente a pressão e isso realmente atrapalha”, comenta o zagueiro Miranda. “Quanto mais o time fica sem vencer, mais isso vai acontecer. Ainda mais agora, que o Coritiba voltou a estar entre os grandes do futebol brasileiro. É natural, e a gente tem que saber enfrentar isso”, completa Ataliba.

E, sem vencer dentro de casa, aumenta a necessidade de conseguir resultados fora, como no sábado, contra o Palmeiras, no Palestra Itália. “Eu, particularmente, prefiro jogar longe de casa. Isso porque os adversários têm a necessidade de vencer e com isso abrem espaços. Como nosso time marca bem e sai em velocidade, temos tudo para conseguir uma boa vitória”, filosofa o atacante Luís Mário.

Lopes nega ida para o Vasco

Bem que Antônio Lopes queria começar a semana falando apenas do jogo contra o Palmeiras. Mas ele teve que responder sobre a possibilidade, ventilada na imprensa carioca, de retornar ao Vasco da Gama – a notícia era tão detalhada que indicava o treinador vascaíno Geninho como substituto de Lopes no Alto da Glória.

Perguntado, o ‘delegado’ nega taxativamente. “Não existe a menor possibilidade, principalmente porque não fui procurado. Além disso, se eu fosse procurado, não sairia, porque estou muito bem no Coritiba, trabalhando com um grupo ótimo e com o respaldo do presidente, que eu não conhecia de perto e descobri ser uma pessoa fantástica. Só saio se me mandarem embora”, discursa Lopes.