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De Letra

Gol de gandula causa confusão no interior paulista

  • Por Agência Estado


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Árbitra, Silvia Regina, validou o gol irregular da Santacruzense.

São Paulo – Não é preciso um grande jogo para se obter uma grande história no futebol. Domingo, no Estádio Leônidas Camarinha, em Santa Cruz do Rio Pardo (SP), jogavam Santacruzense e Atlético Sorocaba, pela décima rodada da Copa FPF. A partida estava 1 a 0 para o time visitante, quando um gandula, em vez de devolver a bola para o tiro de meta, resolveu chutá-la para dentro das redes.

O assistente Marco Antonio de Andrade Motta Jr. correu para o meio-de-campo e a árbitra Silvia Regina de Oliveira validou o gol de empate para a Santacruzense. Pior: ainda deu o gol para o camisa 9, Samuel de Carvalho Almeida, e também expulsou o zagueiro Samir, do Atlético Sorocaba, que reclamou com o assistente, inconformado com a gafe. ?Seu safado, sem-vergonha! Não viu que não foi gol??, disse o jogador, segundo relato de Silvia Regina na súmula da partida e disponível no site da Federação Paulista de Futebol.

A árbitra e o assistente não se abalaram com os protestos dos jogadores do Atlético e não vacilaram em mandar que a bola fosse colocada no meio-de-campo para a nova saída. Ao mesmo tempo, na maior cara-de-pau, atletas da Santacruzense comemoravam o ?gol? inusitado. O gandula sumiu do mapa, antes que fosse agredido pelos inconformados atletas da equipe de Sorocaba.

Explicações

A dupla Silvia Regina e Marco Antonio será convocada pela Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol e deverá explicar hoje o motivo pelo qual validou o lance aos 43 minutos do segundo tempo. ?Vamos receber a fita do jogo e, com calma, vamos apurar?, disse o coronel Marcos Marinho, presidente da Comissão de Arbitragem da FPF. ?Se houve uma distração por parte do trio de arbitragem, ele será afastado por deficiência técnica?, ponderou. ?A nossa orientação é para que não se tire o olho da bola durante os 90 minutos.?

O coronel Marinho não acredita que o resultado do jogo possa ser alterado, mesmo que as imagens de televisão não deixem nenhuma dúvida a respeito da jogada e da maracutaia armada pelo gandula intruso. ?Isto quem decide é o tribunal, mas acho muito difícil uma alteração no resultado.?

A diretoria do Atlético Sorocaba já anunciou que vai exigir a anulação do jogo. ?Foi um erro de fato, de interpretação?, disse o coronel Marinho, que relembrou

um caso na Série A2 do Campeonato Paulista, ?muito parecido?, no qual o resultado permaneceu o mesmo.

O empate garantiu a Santacruzense na liderança do Grupo 3, com 16 pontos, dois a mais que o Atlético Sorocaba, 5.º colocado, que caso tivesse vencido a partida, teria assumido o primeiro lugar.

Silvia Regina não fala

Silvia Regina, de 42 anos, é árbitra de futebol há 24. Ela está classificada em 15.º lugar na categoria ouro A, a mais alta da FPF. O auge da carreira foi em 2003, quando dirigiu São Paulo x Guarani, pelo Brasileirão. No mesmo ano, tornou-se a primeira mulher a comandar um jogo da Conmebol, no confronto entre Santos e São Caetano, pela Copa Sul-Americana. Ano passado, após trabalhar no clássico entre Corinthians e São Paulo, teve seu trabalho criticado pelo técnico Tite e pelo atacante Tevez, ambos, na época, no clube do Parque São Jorge. A árbitra foi procurada pela reportagem, mas não atendeu as ligações.

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