Dois dias antes da reapresentação do Manchester City para a temporada 2017/2018, Gabriel Jesus esteve neste sábado no Instituto Projeto Neymar Jr., na Praia Grande, para prestigiar a final mundial do torneio amador promovido pelo ex-jogador do Santos. Depois da decisão no litoral paulista, que consagrou o time da Romênia como grande campeão, o atacante se juntou ao craque do Barcelona e também a Djbiril Cissé, ex-atacante da seleção francesa, para jogar contra os romenos.

Em conversa breve com a imprensa ao término do desafio, o ex-palmeirense comentou sobre as principais contratações do Manchester City para a próxima temporada. Sobre o meio-campista português Bernardo Silva, que estava no Monaco, Jesus admitiu não conhecê-lo tanto. “Do pouco que acompanhei, pude ver que é um excelente jogador, um meia de muita qualidade e que vai nos ajudar muito.”

Por outro lado, ele afirmou saber bastante sobre o goleiro brasileiro Ederson, que chegou do Benfica, e prevê o nascimento de uma nova “rivalidade” dentro do elenco. “Com a qualidade que tem, acho que ele e o (Claudio) Bravo irão disputar muito essa posição.”

O evento deste sábado, na Praia Grande, é um exemplo do quanto o atual grupo de jogadores da seleção brasileira aparenta ser unido mesmo longe das competições e dos amistosos. Sobre esse aspecto, Gabriel Jesus destacou a importância que isso tem quando a equipe entra em campo.

“Todo mundo é importante porque, a partir do momento que você tem uma boa relação fora, você leva pro campo. Então a seleção está bem entrosada, bem amigável, com ambiente bom e isso faz muita diferença”, disse.

Depois de ser campeão brasileiro pelo Palmeiras e ainda ser eleito o melhor jogador do torneio, Gabriel Jesus emendou uma boa temporada de estreia na Europa. Ainda que tenha ficado afastado por três meses devido a uma fratura no pé, ele foi um dos destaques do Manchester City. Em somente 11 partidas pelo clube inglês, marcou sete gols e deu cinco assistências.

O técnico Pep Guardiola afirmou que, caso ele tivesse com o time desde o início da última temporada, o desempenho do Manchester City poderia ter sido muito diferente e melhor. Não somente em relação ao rendimento dele, mas também a influência que teve sobre Sergio Agüero, então titular e que viu sua posição ameaçada.

Neste período, estreou na seleção brasileira na mesma partida que o técnico Tite e, desde então, se tornou o dono incontestável da camisa 9. Em sete partidas pela seleção principal, sendo seis pela Eliminatórias da Copa e um amistoso, ele marcou cinco gols e deu duas assistências. Além disso, foi titular em todos os seis jogos da campanha da medalha de ouro do Brasil nos Jogos Olímpicos, no Rio, quando marcou mais três gols.