O presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Hélio Cury, defendeu mais uma vez que o futebol está pronto para ser retomado no estado do Paraná.

O cartola afirmou que vem conversando com a Secretaria de Saúde e que terá uma reunião com os clubes na tarde desta sexta-feira (26) para tratar do assunto.

“Vamos avaliar as nossas possibilidades. Já entrei em contato com o pessoal da Saúde para tentar mostrar que o futebol não é o grande vilão da história”, declarou Cury, em entrevista à Rádio Banda B.

“O futebol está muito bem calçado, estruturado, o pessoal tem dado toda a estrutura aos jogadores”, reforçou.

Internamente, a FPF planeja o retorno do Estadual para a segunda quinzena do mês de julho. Ou seja, dentro de mais ou menos vinte dias.

“O futebol está pagando uma conta que não é nossa, nesse sentido. Academias, por exemplo, são situações diferentes. Tem que separar o joio do trigo”, continuou.

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O mandatário admitiu que a situação da pandemia não está controlada no Estado, mas, mesmo assim, argumentou que o Paraná ainda segue com números de casos inferiores a outras regiões do país.

“Estávamos com certa tranquilidade e agora a coisa desandou, a curva não achatou, criou-se um problema maior. Porém, em cima disso, temos aqui ainda um problema menor em relação a outros estados”, disse.

Cury ainda explicou que todos os envolvidos nas partidas serão testados 48 horas antes dos jogos e que a FPF já acertou com a DAZN, detentora dos direitos da disputa, a transmissão de todos os jogos das fases finais.

Athletico

O presidente também criticou a proibição da prefeitura de Curitiba aos treinos do Athletico no CT do Caju, lembrando que os rivais, Coritiba e Paraná, vêm treinando normalmente em seus respectivos centros de treinamento na região metropolitana.

“Esta posição quanto ao Athletico não é correta. Temos o Paraná, Coritiba, Operário, Cianorte, treinando. Só o Athletico, com toda sua infraestrutura, que não. As coisas não casam”, analisou.

Campeonato Carioca

Por fim, o dirigente reclamou de quem associou o jogo entre Flamengo e Bangu, dia 14, ao lado de um hospital de campanha montado no Maracanã. Duas pessoas morreram de coronavírus enquanto o duelo carioca acontecia logo ao lado. Após muita polêmica, o Estadual do Rio voltou a ser suspenso.

“Vi uma barbaridade dizendo que o Flamengo jogou e morreram duas pessoas. Se o Flamengo não jogasse, então não morreriam?”, ponderou.

“Não tem nada a ver uma coisa com a outra. Jogaram sem público e aconteceu esta fatalidade. Não é o único estádio que tem hospital perto”, prosseguiu.

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