O Fluminense pretende encaminhar em casa a classificação para as oitavas de final da Copa Sul-Americana e evitar a obrigação de buscar uma vitória para definir a vaga jogando na altitude de Quito – a 2.850 metros acima do nível do mar -, uma das cidades mais elevadas do mundo. Para atingir este objetivo, o time que enfrentará a Universidad Católica, do Equador, nesta quinta-feira, às 21h45, no estádio do Maracanã, no Rio, deverá ser o mesmo que empatou com o São Paulo no último domingo.

O técnico Abel Braga explicou que o formato eliminatório do torneio não deixa margem para mudanças. Por isso, vai utilizar uma escalação já testada. O treinador, ao indicar que manteria o time que entrou em campo na última partida – contra o São Paulo, no estádio do Morumbi, pelo Campeonato Brasileiro -, admitiu que errou por escalar o atacante Wellington, em recuperação física devido à uma lesão no púbis.

“Conversei com o Wellington. Me precipitei em colocar ele naquele momento. Tinha que ser naquele momento como o (Gustavo) Scarpa, (atuar somente) 15 minutos. Ele jogou um jogo treino, teve mais chances de treinar, então estou levando ele para o jogo. A gente não pode ficar mudando muito a equipe porque são jogos eliminatórios” analisou o técnico do time tricolor carioca em entrevista coletiva nesta quarta-feira.

O meia equatoriano Orejuela, que tem servido de espião para os companheiros e comissão técnica, confirmou a força dos adversários quando atuam em casa. “Conheço bem a Católica e passei alguns detalhes para o Abel. Eles têm muita altura e usam bem o fator casa. A partida do Maracanã será fundamental para a nossa classificação”, avaliou o meio-campista.

O elenco da Universidad Católica, de Quito, fez o reconhecimento do gramado do Maracanã nesta quarta-feira. O treinador Jorge Célico se mostrou entusiasmado pela chance de atuar no tradicional estádio carioca e revelou ter conhecimento dos adversários. “Jogar no Maracanã nos enche de ânimo. Sabemos que é complicado, mas confiamos nos nossos. Vi as últimas 10 partidas do Fluminense. Fizeram pressão muito grande e os laterais avançam muito ao ataque”, analisou.

O time de Quito terá no ataque o artilheiro do Campeonato Equatoriano, Jhon Cifuente, autor de oito gols em 12 jogos na competição. Mas o nome mais conhecido pelos brasileiros é do argentino Matías Defederico. O meia, hoje com 27 anos, teve passagem pelo Corinthians entre 2009 e 2013. Foi contratado a peso de ouro – era a grande promessa do futebol argentino na época – e chegou a ser chamado de “novo Messi”, mas não conseguiu ter sucesso no clube paulista.